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Mercado reage: dólar recua 1% e vai a R$ 5,41 com fala de Powell sobre juros

O dólar recuou mais de 1% nesta sexta-feira, 22, após discurso de Jerome Powell no simpósio de Jackson Hole, abrindo caminhos.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
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O dólar à vista caiu 1,15% nesta sexta-feira, 22, cotado a R$5,4143 na venda, refletindo as fortes perdas da moeda norte-americana no exterior. O movimento ocorreu após o discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, durante o simpósio anual de Jackson Hole, evento que reúne autoridades e economistas para discutir a política monetária global.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento registrou baixa de 1,03%, negociado a R$5,429 na venda. O índice do dólar — que acompanha o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caiu 0,98%, chegando a 97,645.

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

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Powell abre porta para corte de juros, mas mantém cautela

Em seu pronunciamento, Powell indicou que a autoridade monetária americana pode reduzir a taxa de juros em setembro, mas sem comprometer-se com datas ou magnitudes exatas. O chair ressaltou a situação delicada do mercado de trabalho, afirmando que embora este pareça equilibrado, trata-se de um equilíbrio curioso devido à desaceleração tanto na oferta quanto na demanda por trabalhadores.

“Se esses riscos se materializarem, isso pode acontecer rapidamente”, afirmou Powell, ao destacar a possibilidade de queda no emprego e os riscos de uma inflação mais elevada.

Após o discurso, as apostas de mercado sobre um corte de 0,25 ponto percentual em setembro aumentaram significativamente, chegando a 84% segundo dados da LSEG. Antes da fala de Powell, essa probabilidade estava próxima de 65%.

Impacto das tarifas de Trump e sinais mistos da economia americana

O discurso de Powell ocorre em meio a uma economia norte-americana mostrando sinais mistos. Por um lado, o mercado de trabalho desacelera; por outro, indicadores de inflação, como o índice de preços ao produtor, continuam pressionando para cima. As tarifas mais elevadas impostas pelo governo Trump têm aumentado a incerteza, e comentários recentes do presidente sobre cortes de juros e possível renúncia de Powell adicionam volatilidade ao cenário.

O mercado aguardava ansiosamente a fala do chair durante toda a semana. Sessões anteriores registraram baixa volatilidade do dólar, com investidores cautelosos diante das expectativas de decisões futuras do Federal Reserve.

Reflexos no mercado doméstico e câmbio brasileiro

No Brasil, fatores internos ficaram em segundo plano nesta sexta, com a atenção voltada para o cenário internacional. As negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre a tarifa de 50% aplicada a produtos brasileiros seguem em destaque, mas o principal motor do câmbio hoje foi a sinalização do Fed.

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Especialistas afirmam que o recuo do dólar frente ao real pode aliviar a pressão sobre importações e reduzir o custo de produtos estrangeiros, mas alertam que a volatilidade deve continuar alta até a próxima reunião do Federal Reserve.

Expectativa de mercado para setembro

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Com a fala de Powell, operadores financeiros reforçam a expectativa de redução dos juros nos EUA, mas ainda aguardam dados econômicos adicionais antes da reunião marcada para 16 e 17 de setembro. O mercado monitora indicadores como inflação, desemprego e crescimento econômico, que serão determinantes para a decisão da autoridade monetária.

Analistas destacam que a política monetária americana tem impacto direto sobre fluxos de capitais e câmbio no Brasil, sendo decisiva para investimentos e estratégias corporativas.

O recuo do dólar nesta sexta-feira reflete a atenção global sobre as políticas do Federal Reserve e a sinalização de possíveis cortes de juros. O discurso de Jerome Powell, ao mesmo tempo cauteloso e estratégico, fez com que investidores revisassem suas projeções para os próximos meses, impactando não apenas o mercado norte-americano, mas também o câmbio brasileiro. A valorização do real frente ao dólar pode aliviar pressões sobre importações e produtos estrangeiros, mas também aumenta a volatilidade para empresas e investidores que operam com comércio internacional. O cenário sugere que setembro será um mês decisivo para o mercado financeiro, com decisões do Federal Reserve em relação à taxa de juros capazes de influenciar diretamente fluxos de capitais, investimentos e o comportamento da moeda norte-americana frente ao real, podendo definir tendências de curto e médio prazo para o câmbio no Brasil.

Luiza Niewinski

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Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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