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Dólar fecha em R$ 5,43 com clima positivo sobre negociações dos EUA

Dólar fecha a R$ 5,43 com impacto positivo de negociações comerciais entre EUA e Canadá e disputa da Ptax.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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O dólar encerrou esta segunda-feira (30) em queda pelo terceiro pregão consecutivo e atingiu o menor valor desde setembro de 2023. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,4350, impactada por fatores internos e externos, incluindo um ambiente mais positivo nas negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos, além da disputa entre investidores pela formação da Ptax de fim de mês e trimestre.

Esse movimento refletiu tanto o cenário internacional, com sinais de distensão nas tensões comerciais globais, quanto o ambiente doméstico, onde empresas e instituições ajustam posições cambiais ao final do semestre. O resultado foi um recuo mensal de 4,99% e uma queda acumulada no ano de 12%, segundo dados do mercado financeiro.

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Fatores externos favorecem moedas emergentes

Várias notas de dólar isenção
Imagem: Virrage Images/shutterstock.com

Entre os principais fatores que contribuíram para a valorização do real frente ao dólar nesta sessão está o avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e Canadá. Na véspera, o governo canadense revogou um imposto sobre serviços digitais direcionado a empresas de tecnologia dos EUA — medida que estava prestes a entrar em vigor. Em resposta, a Casa Branca anunciou o reinício imediato das conversas bilaterais.

Além disso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicou a possibilidade de novos acordos comerciais antes do prazo de 9 de julho, data limite da trégua tarifária em vigor. Ainda que tenha alertado para a retomada de tarifas após esse prazo, o mercado enxergou os movimentos como positivos.

Esse clima de maior otimismo internacional reduziu a aversão ao risco e estimulou o apetite por ativos de mercados emergentes, como o Brasil. O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda americana frente a outras seis divisas, recuou 0,21%, refletindo essa menor demanda global pelo dólar.

Ptax intensifica a movimentação no câmbio brasileiro

Outro componente decisivo no comportamento do dólar no Brasil foi a disputa pela formação da Ptax, a taxa calculada pelo Banco Central com base em cotações do mercado à vista. A Ptax serve como referência para liquidação de contratos futuros e também para balanços contábeis de empresas multinacionais no país.

Segundo analistas, o fim do mês e do trimestre — e, neste caso, também do semestre — intensifica essa disputa, já que muitos agentes tentam direcionar a taxa a patamares mais vantajosos para suas posições compradas ou vendidas.

“Esse mês, em particular, a Ptax vai ser um pouco mais importante, porque é final de semestre, então é bem possível que empresas e instituições tenham programado alguma movimentação de câmbio no final do semestre”, afirmou Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Volatilidade ao longo do dia

A jornada desta segunda-feira foi marcada por momentos de oscilação. Pela manhã, quando os mercados externos ainda estavam mais neutros e antes do início da disputa pela Ptax, o dólar chegou a registrar leve alta no Brasil, atingindo a máxima do dia às 9h39, quando foi cotado a R$ 5,5063, alta de 0,42%.

No entanto, com o avanço das horas e maior clareza sobre os acontecimentos no cenário internacional, a pressão vendedora aumentou, consolidando a queda da moeda até o fechamento.

Cotação atual do dólar: comercial e turismo

Com o fechamento desta segunda, o dólar comercial ficou assim:

  • Compra: R$ 5,435
  • Venda: R$ 5,435

Já o dólar turismo, utilizado por pessoas físicas em viagens ao exterior, foi negociado com os seguintes valores:

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  • Compra: R$ 5,517
  • Venda: R$ 5,697

Essas cotações podem variar de acordo com o banco, casa de câmbio ou corretora utilizada.

Contexto interno contribui para a entrada de dólares

Além dos aspectos internacionais, o câmbio brasileiro foi influenciado por fatores internos. Na semana passada, operadores relataram aumento na saída de dólares do país, impulsionado pela proximidade do fechamento do trimestre e por mudanças na tributação de operações financeiras. O Congresso Nacional rejeitou novas alíquotas do IOF, o que também impactou o movimento cambial.

Apesar desse fluxo de saída, o movimento geral nesta segunda foi de valorização do real, puxado pelas movimentações ligadas à Ptax e pelo ambiente externo favorável.

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Imagem: jcomp/ Freepik

Com a aproximação da data de encerramento da trégua tarifária dos EUA, em 9 de julho, os próximos dias devem seguir marcados por alta volatilidade no mercado cambial. Além disso, investidores acompanham de perto as sinalizações do Federal Reserve, que pode iniciar cortes na taxa de juros ainda este ano, o que também influencia a força do dólar globalmente.

A expectativa é de que, caso os acordos comerciais se confirmem e o ambiente externo permaneça favorável, o dólar mantenha a tendência de queda frente a moedas de países emergentes. No entanto, mudanças bruscas nas negociações ou no cenário político e fiscal brasileiro podem alterar essa trajetória.

Com informações de: InfoMoney

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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