O dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês, refletindo um cenário de disputa técnica pela Ptax e de influência do ambiente externo.
Dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês
Dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês. Entenda os fatores internos e externos que influenciam a moeda. Confira a análise!
A moeda norte-americana enfrenta pressão tanto de fatores internos, como estratégias de agentes financeiros, quanto de elementos externos, como decisões do Federal Reserve (Fed) e incertezas políticas nos Estados Unidos.
Continue a leitura e saiba os motivos que levaram a essa movimentação cambial.
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Dólar fecha em R$ 5,32: o peso da Ptax

A Ptax do Banco Central desempenhou papel central na oscilação da moeda. Calculada com base nas cotações do mercado à vista, essa taxa serve de referência para liquidação de contratos futuros e costuma ganhar relevância no fim de mês, quando comprados e vendidos tentam direcionar os preços a seu favor.
No fechamento, a Ptax foi definida em R$ 5,3186, mantendo o dólar à vista próximo da estabilidade durante boa parte da sessão.
Por que o dólar acumula queda no mês?
Apesar das disputas técnicas, o dólar fecha em R$ 5,32 e registra queda acumulada de 3,3% no mês e de 13,86% no ano.
Especialistas atribuem esse movimento a:
- Ambiente externo favorável às moedas emergentes;
- Sinais de fraqueza do mercado de trabalho nos EUA;
- Expectativa de novos cortes de juros pelo Fed;
- Risco de paralisação do governo americano.
Esses fatores reduziram a força do dólar globalmente e favoreceram divisas como o real.
Cotação do dólar hoje
O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,06%, a R$ 5,3228.
Na B3, o contrato de novembro, agora o mais líquido, também subiu 0,06%, cotado a R$ 5,3650.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,322
- Venda: R$ 5,322
Dólar turismo
- Compra: R$ 5,524
- Venda: R$ 5,344
Como a disputa da Ptax influenciou o mercado
Durante a manhã, o mercado acompanhou de perto as janelas de coleta do Banco Central (10h, 11h, 12h e 13h), em que os agentes financeiros tentaram direcionar a Ptax.
Segundo Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, “os vendidos conquistaram espaço nas primeiras coletas, mas os comprados reagiram nas últimas, pressionando as cotações”.
Mesmo assim, o dólar oscilou pouco:
- Mínima: R$ 5,3047 (-0,28%) às 9h32;
- Máxima: R$ 5,3353 (+0,29%) às 12h57.
O papel do cenário internacional
A volatilidade não se restringe ao Brasil. A falta de acordo sobre o Orçamento dos EUA trouxe incertezas e estimulou investidores a buscar segurança nos Treasuries.
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Às 17h08, o índice do dólar, que mede a força da moeda frente a seis divisas, caía 0,09%, enquanto a moeda cedia 0,44% ante o iene.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que a combinação de fatores externos ajudou a enfraquecer a moeda:
“O risco de paralisação do governo americano, somado à expectativa de cortes de juros pelo Fed e aos sinais de fragilidade no mercado de trabalho dos EUA, manteve a pressão negativa sobre o dólar.”
Dólar fecha em R$ 5,32: impacto político
Além do cenário econômico, o viés político também pesa. O presidente Donald Trump advertiu democratas de que permitir a paralisação do governo poderia abrir espaço para medidas “irreversíveis”, como o encerramento de programas considerados estratégicos.
Esse impasse acentuou a cautela dos mercados, mas não foi suficiente para alterar significativamente a relação dólar-real no Brasil, que permaneceu estável.
O que esperar para os próximos dias

Com o dólar fechando em R$ 5,32, investidores ficam atentos a dois pontos principais:
- Definição do Orçamento dos EUA: sem acordo, cresce o risco de “shutdown”, o que tende a enfraquecer ainda mais a moeda norte-americana.
- Próximas decisões do Fed: expectativas de cortes de juros podem manter o real fortalecido frente ao dólar.
No Brasil, o comportamento do mercado vai depender também de fatores locais, como os desdobramentos fiscais e a condução da política monetária pelo Banco Central.
Recapitulando
O dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês, reflexo de uma combinação entre a disputa técnica pela Ptax e fatores internacionais, como o impasse orçamentário dos EUA e as expectativas de política monetária americana. O movimento reforça o cenário de maior valorização das moedas emergentes, com o real se beneficiando diretamente.
Com informações de Reuters via InfoMoney
