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Dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês

Dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês. Entenda os fatores internos e externos que influenciam a moeda. Confira a análise!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
dolar

O dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês, refletindo um cenário de disputa técnica pela Ptax e de influência do ambiente externo.

A moeda norte-americana enfrenta pressão tanto de fatores internos, como estratégias de agentes financeiros, quanto de elementos externos, como decisões do Federal Reserve (Fed) e incertezas políticas nos Estados Unidos.

Continue a leitura e saiba os motivos que levaram a essa movimentação cambial.

Leia mais: Real valorizado reduz pressão sobre a Selic

Dólar fecha em R$ 5,32: o peso da Ptax

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Imagem: alexgrec – Freepik

A Ptax do Banco Central desempenhou papel central na oscilação da moeda. Calculada com base nas cotações do mercado à vista, essa taxa serve de referência para liquidação de contratos futuros e costuma ganhar relevância no fim de mês, quando comprados e vendidos tentam direcionar os preços a seu favor.

No fechamento, a Ptax foi definida em R$ 5,3186, mantendo o dólar à vista próximo da estabilidade durante boa parte da sessão.

Por que o dólar acumula queda no mês?

Apesar das disputas técnicas, o dólar fecha em R$ 5,32 e registra queda acumulada de 3,3% no mês e de 13,86% no ano.

Especialistas atribuem esse movimento a:

  • Ambiente externo favorável às moedas emergentes;
  • Sinais de fraqueza do mercado de trabalho nos EUA;
  • Expectativa de novos cortes de juros pelo Fed;
  • Risco de paralisação do governo americano.

Esses fatores reduziram a força do dólar globalmente e favoreceram divisas como o real.

Cotação do dólar hoje

O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,06%, a R$ 5,3228.

Na B3, o contrato de novembro, agora o mais líquido, também subiu 0,06%, cotado a R$ 5,3650.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,322
  • Venda: R$ 5,322

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,524
  • Venda: R$ 5,344

Como a disputa da Ptax influenciou o mercado

Durante a manhã, o mercado acompanhou de perto as janelas de coleta do Banco Central (10h, 11h, 12h e 13h), em que os agentes financeiros tentaram direcionar a Ptax.

Segundo Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, “os vendidos conquistaram espaço nas primeiras coletas, mas os comprados reagiram nas últimas, pressionando as cotações”.

Mesmo assim, o dólar oscilou pouco:

  • Mínima: R$ 5,3047 (-0,28%) às 9h32;
  • Máxima: R$ 5,3353 (+0,29%) às 12h57.

O papel do cenário internacional

A volatilidade não se restringe ao Brasil. A falta de acordo sobre o Orçamento dos EUA trouxe incertezas e estimulou investidores a buscar segurança nos Treasuries.

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Às 17h08, o índice do dólar, que mede a força da moeda frente a seis divisas, caía 0,09%, enquanto a moeda cedia 0,44% ante o iene.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que a combinação de fatores externos ajudou a enfraquecer a moeda:

“O risco de paralisação do governo americano, somado à expectativa de cortes de juros pelo Fed e aos sinais de fragilidade no mercado de trabalho dos EUA, manteve a pressão negativa sobre o dólar.”

Dólar fecha em R$ 5,32: impacto político

Além do cenário econômico, o viés político também pesa. O presidente Donald Trump advertiu democratas de que permitir a paralisação do governo poderia abrir espaço para medidas “irreversíveis”, como o encerramento de programas considerados estratégicos.

Esse impasse acentuou a cautela dos mercados, mas não foi suficiente para alterar significativamente a relação dólar-real no Brasil, que permaneceu estável.

O que esperar para os próximos dias

O recuo do dólar nesta sexta-feira reflete a atenção global sobre as políticas do Federal Reserve e a sinalização de possíveis cortes de juros. O discurso de Jerome Powell, ao mesmo tempo cauteloso e estratégico, fez com que investidores revisassem suas projeções para os próximos meses, impactando não apenas o mercado norte-americano, mas também o câmbio brasileiro. A valorização do real frente ao dólar pode aliviar pressões sobre importações e produtos estrangeiros, mas também aumenta a volatilidade para empresas e investidores que operam com comércio internacional. O cenário sugere que setembro será um mês decisivo para o mercado financeiro, com decisões do Federal Reserve em relação à taxa de juros capazes de influenciar diretamente fluxos de capitais, investimentos e o comportamento da moeda norte-americana frente ao real, podendo definir tendências de curto e médio prazo para o câmbio no Brasil.
Imagem: Olivier Le Moal / Shutterstock.com

Com o dólar fechando em R$ 5,32, investidores ficam atentos a dois pontos principais:

  1. Definição do Orçamento dos EUA: sem acordo, cresce o risco de “shutdown”, o que tende a enfraquecer ainda mais a moeda norte-americana.
  2. Próximas decisões do Fed: expectativas de cortes de juros podem manter o real fortalecido frente ao dólar.

No Brasil, o comportamento do mercado vai depender também de fatores locais, como os desdobramentos fiscais e a condução da política monetária pelo Banco Central.

Recapitulando

O dólar fecha em R$ 5,32 e acumula queda de 3,3% no mês, reflexo de uma combinação entre a disputa técnica pela Ptax e fatores internacionais, como o impasse orçamentário dos EUA e as expectativas de política monetária americana. O movimento reforça o cenário de maior valorização das moedas emergentes, com o real se beneficiando diretamente.

Com informações de Reuters via InfoMoney

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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