O dólar operava em alta na manhã desta segunda-feira, 26 de maio, enquanto investidores monitoram dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. Às 11h24, a moeda norte-americana subia 0,12%, sendo negociada a R$ 5,654.
Mercado reage: dólar e Bolsa sobem após trégua de Trump e reunião Haddad-Lula
Dólar inicia a semana em alta, refletindo expectativas sobre dados de inflação e emprego no Brasil, além de tensões comerciais.
Mais cedo, às 10h25, o dólar avançava 0,21%, chegando a R$ 5,659. Na máxima do dia, a moeda bateu R$ 5,666, enquanto na mínima foi negociada a R$ 5,636.
Na sexta-feira, 23 de maio, o dólar encerrou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,646. No acumulado de maio, a moeda registra uma desvalorização de 0,55% e, no ano, acumula queda de 8,64%.

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Ibovespa opera em alta e bolsa se mantém resiliente
O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, também opera em alta no pregão desta segunda-feira. Às 11h28, o índice subia 0,37%, alcançando 138,3 mil pontos.
Na sexta-feira anterior, o Ibovespa já havia registrado alta de 0,4%, fechando aos 137,8 mil pontos. Com esse desempenho, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 2,04% no mês e expressivos 14,58% no ano de 2025.
Alívio no mercado com prorrogação de tarifas pelos EUA
Trump estende prazo para tarifas contra a União Europeia
O mercado reagiu positivamente à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos da União Europeia. O novo prazo foi estendido para 9 de julho de 2025, após conversa entre Trump e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou ter sido procurado por Von der Leyen solicitando a extensão do prazo. “Foi um privilégio conceder a prorrogação até 9 de julho”, declarou.
União Europeia busca acordo rápido
Por meio da rede social X, Ursula von der Leyen confirmou a conversa e destacou que a União Europeia busca avançar rapidamente nas negociações para evitar o agravamento das tensões comerciais. Segundo ela, é fundamental garantir um acordo que preserve a relação econômica, considerada a mais relevante do mundo.
Tensões comerciais continuam no radar
Apesar da trégua temporária, a política protecionista adotada pelos Estados Unidos continua gerando preocupações. Países como o Brasil defendem a previsibilidade no comércio internacional, baseada nas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
No entanto, as ações unilaterais do governo norte-americano, sob comando de Trump, seguem desafiando acordos multilaterais e alimentando riscos de uma nova guerra tarifária.
Cenário doméstico: Lula e Haddad se reúnem após divergências
Governo recua de aumento no IOF
No cenário interno, os investidores acompanham a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, marcada para esta segunda-feira. Será o primeiro encontro desde o episódio de divergências públicas sobre medidas fiscais na semana anterior.
Na quinta-feira, 22 de maio, o governo anunciou o bloqueio de R$ 31,3 bilhões no Orçamento, sendo R$ 10,6 bilhões em bloqueio direto e R$ 20,7 bilhões em contingenciamento. A medida faz parte do esforço para cumprir a meta de déficit primário zero em 2025, conforme definido no arcabouço fiscal.
O anúncio de um possível aumento do IOF sobre investimentos no exterior gerou forte reação do mercado. A proposta inicial previa uma alíquota de 3,5%, mas, após críticas, o governo recuou e manteve a isenção vigente.
Mercado reage com otimismo
A reversão da medida foi bem recebida pelos investidores, resultando na valorização do Ibovespa e na contenção da alta do dólar. O receio do mercado era que o aumento do IOF pressionasse a inflação e forçasse o Banco Central a adotar uma política monetária ainda mais rígida.
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De acordo com o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, o impacto do IOF seria equivalente a um aumento de até 0,5 ponto percentual na taxa Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano.
Dados econômicos movimentam a semana
Divulgação de inflação e emprego no Brasil
A semana será marcada por importantes divulgações econômicas. Na terça-feira, 27 de maio, sai o IPCA-15, prévia da inflação oficial. O mercado projeta uma alta de 0,44% no mês e 5,5% no acumulado de 12 meses.
Na quarta-feira, 28 de maio, serão divulgados os dados do Caged, que mostram o saldo de empregos formais no Brasil no mês de abril.
Na quinta-feira, 29 de maio, o IBGE apresenta a taxa oficial de desemprego do país, dado crucial para avaliar a recuperação do mercado de trabalho.
PIB do Brasil e dos EUA no foco dos investidores
Ainda na quinta-feira, saem os números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referentes ao primeiro trimestre, além dos dados sobre pedidos de auxílio-desemprego.
Por fim, na sexta-feira, 30 de maio, será divulgado o PIB do Brasil, que trará um panorama detalhado sobre o desempenho da economia no primeiro trimestre de 2025.
Expectativas para o mercado nos próximos dias

O mercado financeiro segue atento tanto aos dados econômicos quanto às movimentações políticas no Brasil e no exterior. A expectativa é de que a divulgação dos indicadores ajude a calibrar as decisões dos investidores e das autoridades monetárias nas próximas semanas.
A trajetória do dólar e do Ibovespa continuará sendo impactada diretamente pelas definições sobre política fiscal no Brasil, bem como pelo desenrolar das tensões comerciais entre Estados Unidos e União Europeia.
