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Dólar registra alta com pressões do mercado internacional e preocupações sobre tarifas

Dólar opera em alta nesta quinta, 24, impulsionado por temores de tarifas dos EUA contra o Brasil, valorização externa da moeda e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Brasileiros

O dólar iniciou esta quinta-feira, 24, com valorização ante o real, em meio a um ambiente internacional de incertezas e movimentos defensivos dos investidores. A moeda norte-americana reflete preocupações crescentes com possíveis tarifas impostas pelos Estados Unidos a países com os quais mantém atritos comerciais — e o Brasil está no centro dessas tensões.

Pressão vinda do exterior

Dólar
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

A alta do dólar no Brasil ocorre em linha com o comportamento global da moeda, que se valoriza frente a outras divisas internacionais. Além do risco tarifário, o mercado acompanha negociações comerciais entre Estados Unidos e União Europeia, com prazo até o início de agosto para evitar sanções mútuas.

Leia mais: PT quer que BC revele quem lucrou com dólar antes do tarifaço

A União Europeia planeja impor tarifas de até trinta por cento sobre noventa e três bilhões de dólares em exportações dos EUA, se não houver acordo até 1º/08.

Atuação dos bancos centrais molda expectativas

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as principais taxas de juros na zona do euro, conforme o esperado pelo mercado. A taxa de depósito permaneceu em 2%, a taxa de refinanciamento em 2,15% e a taxa de empréstimos em 2,40%.

China sinaliza estímulos, petróleo influencia mercado

A perspectiva de medidas para reativar o crescimento chinês foi recebida positivamente pelos mercados, embora tenha tido efeito limitado sobre o real diante das incertezas geopolíticas.

A valorização do petróleo também teve papel relevante, contribuindo para aumentar o apetite por ativos dolarizados e reforçar a força da moeda norte-americana.

Desempenho internacional de empresas reforça cautela

EUA: lucro da American Airlines recua

Nos Estados Unidos, a American Airlines divulgou lucro líquido de US$ 599 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A retração reforça preocupações sobre os impactos da inflação, dos custos operacionais e das taxas de juros elevadas na rentabilidade das empresas.

Europa: queda no lucro da Nestlé

Na Europa, a gigante suíça Nestlé informou lucro líquido de 5,065 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 6,37 bilhões) no primeiro semestre do ano, um recuo de 10,3% na comparação anual. O resultado foi impactado por custos de produção mais altos e pela desaceleração do consumo em algumas regiões.

Câmbio emergente: Turquia também em foco

dólar mercado inflação moedas
Imagem: alexgrec – Freepik

Entre as moedas emergentes, a lira turca apresentou leve desvalorização frente ao dólar após o Banco Central da Turquia cortar sua taxa básica de juros de 46% para 43%. A medida foi acompanhada por reduções nas taxas de empréstimo e captação overnight, e é parte da tentativa de controlar a inflação e estimular o crédito em um ambiente de forte desvalorização cambial.

FAQ — Perguntas frequentes

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Por que o dólar está subindo?

A alta do dólar é impulsionada por tensões comerciais internacionais, especialmente após os EUA sinalizarem tarifas contra o Brasil. A valorização global da moeda e a cautela no mercado local também contribuem.

Como o mercado está reagindo ao risco fiscal no Brasil?

A expectativa em torno da arrecadação federal e do equilíbrio fiscal influencia negativamente o real. Um cenário fiscal frágil tende a elevar o dólar.

Quais empresas tiveram destaque hoje?

Vale, Raízen, American Airlines e Nestlé figuraram entre os principais destaques, com foco em governança, vendas de ativos e desempenho financeiro.

Considerações finais

Nesse contexto, o investidor e o consumidor devem se manter atentos aos desdobramentos externos, à política fiscal interna e às sinalizações do Banco Central, já que qualquer alteração no cenário pode refletir de forma imediata na cotação da moeda e nos preços ao consumidor. A volatilidade, ao que tudo indica, seguirá como marca registrada do curto prazo.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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