O dólar iniciou esta quinta-feira, 24, com valorização ante o real, em meio a um ambiente internacional de incertezas e movimentos defensivos dos investidores. A moeda norte-americana reflete preocupações crescentes com possíveis tarifas impostas pelos Estados Unidos a países com os quais mantém atritos comerciais — e o Brasil está no centro dessas tensões.
Dólar registra alta com pressões do mercado internacional e preocupações sobre tarifas
Dólar opera em alta nesta quinta, 24, impulsionado por temores de tarifas dos EUA contra o Brasil, valorização externa da moeda e mais.
Pressão vinda do exterior

A alta do dólar no Brasil ocorre em linha com o comportamento global da moeda, que se valoriza frente a outras divisas internacionais. Além do risco tarifário, o mercado acompanha negociações comerciais entre Estados Unidos e União Europeia, com prazo até o início de agosto para evitar sanções mútuas.
Leia mais: PT quer que BC revele quem lucrou com dólar antes do tarifaço
A União Europeia planeja impor tarifas de até trinta por cento sobre noventa e três bilhões de dólares em exportações dos EUA, se não houver acordo até 1º/08.
Atuação dos bancos centrais molda expectativas
O Banco Central Europeu (BCE) manteve as principais taxas de juros na zona do euro, conforme o esperado pelo mercado. A taxa de depósito permaneceu em 2%, a taxa de refinanciamento em 2,15% e a taxa de empréstimos em 2,40%.
China sinaliza estímulos, petróleo influencia mercado
A perspectiva de medidas para reativar o crescimento chinês foi recebida positivamente pelos mercados, embora tenha tido efeito limitado sobre o real diante das incertezas geopolíticas.
A valorização do petróleo também teve papel relevante, contribuindo para aumentar o apetite por ativos dolarizados e reforçar a força da moeda norte-americana.
Desempenho internacional de empresas reforça cautela
EUA: lucro da American Airlines recua
Nos Estados Unidos, a American Airlines divulgou lucro líquido de US$ 599 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A retração reforça preocupações sobre os impactos da inflação, dos custos operacionais e das taxas de juros elevadas na rentabilidade das empresas.
Europa: queda no lucro da Nestlé
Na Europa, a gigante suíça Nestlé informou lucro líquido de 5,065 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 6,37 bilhões) no primeiro semestre do ano, um recuo de 10,3% na comparação anual. O resultado foi impactado por custos de produção mais altos e pela desaceleração do consumo em algumas regiões.
Câmbio emergente: Turquia também em foco

Entre as moedas emergentes, a lira turca apresentou leve desvalorização frente ao dólar após o Banco Central da Turquia cortar sua taxa básica de juros de 46% para 43%. A medida foi acompanhada por reduções nas taxas de empréstimo e captação overnight, e é parte da tentativa de controlar a inflação e estimular o crédito em um ambiente de forte desvalorização cambial.
FAQ — Perguntas frequentes
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Por que o dólar está subindo?
A alta do dólar é impulsionada por tensões comerciais internacionais, especialmente após os EUA sinalizarem tarifas contra o Brasil. A valorização global da moeda e a cautela no mercado local também contribuem.
Como o mercado está reagindo ao risco fiscal no Brasil?
A expectativa em torno da arrecadação federal e do equilíbrio fiscal influencia negativamente o real. Um cenário fiscal frágil tende a elevar o dólar.
Quais empresas tiveram destaque hoje?
Vale, Raízen, American Airlines e Nestlé figuraram entre os principais destaques, com foco em governança, vendas de ativos e desempenho financeiro.
Considerações finais
Nesse contexto, o investidor e o consumidor devem se manter atentos aos desdobramentos externos, à política fiscal interna e às sinalizações do Banco Central, já que qualquer alteração no cenário pode refletir de forma imediata na cotação da moeda e nos preços ao consumidor. A volatilidade, ao que tudo indica, seguirá como marca registrada do curto prazo.
