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Dormir durante o horário de trabalho pode acarretar demissão por justa causa?

Dormir no trabalho pode causar demissão por justa causa? Saiba o que pode levar a esta situação e entenda os riscos desta prática comum.

Isabelle SantosPor Isabelle Santos2 min de leitura
A imagem mostra uma mulher deitada na mesa, com dois post-it no trabalho com o desenho de olhos abertos.

Dormir durante o horário de trabalho é uma questão que geralmente gera polêmica e levanta diversas dúvidas sobre as consequências que pode acarretar, incluindo a possibilidade de demissão por justa causa.

Esse risco se torna real, principalmente, se a sua soneca interrompe ou compromete a execução do seu trabalho. Independentemente do motivo, caso realize uma atividade que não seja do seu trabalho na hora do expediente, então pode ocorrer uma demissão. Entenda melhor a seguir.

Cochilar no trabalho pode resultar em demissão por justa causa?

A imagem mostra uma mulher deitada na mesa, com dois post-it no trabalho com o desenho de olhos abertos.
Imagem: Reprodução/ Freepik

A demissão por justa causa é uma penalidade da empresa para o funcionário que comete um ato considerado muito grave. Afinal, quando demitido por justa causa, o trabalhador acaba por receber apenas os dias trabalhados. Logo, para que isso ocorra, é necessário avaliar se o ato de estar dormindo no serviço é algo relevante o suficiente para tal demissão. Isto é, depende do contexto.

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Ainda, a definição pode variar segundo o cargo e a função do profissional. Para ilustrar, considera-se um vigilante armado que cochila no seu posto de trabalho ao invés de garantir a segurança do ambiente, isso pode ser considerado um ato grave, já que o propósito de sua contratação é se manter alerta e garantir a segurança do local.

Vale a pena correr esse risco?

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À vista disso, se o funcionário tem uma boa relação com a empresa, possui um histórico positivo e cometeu essa falha ocasional de cochilar no trabalho por um motivo de força maior, uma demissão por justa causa pode ser considerada desproporcional.

Embora o cochilo no expediente não seja uma prática ideal, apenas esse erro não é suficiente para justificar uma demissão por justa causa. Portanto, essa decisão deve levar em consideração não apenas a natureza do ato, mas também a função e o histórico do trabalhador. Além do impacto que tal ação trouxe para a empresa.

Imagem: Reprodução/ Freepik

Isabelle Santos

Autor

Isabelle Santos

Graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana -BA.

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