O Drex, nova moeda digital, foi tema em discussão na 3ª edição do Rio Innovation Week que aconteceu na última semana. Nesse sentido, um dos painéis apresentados foi “Drex e a regulamentação dos criptoativos no Brasil”.
Drex: entenda a relação do real digital com títulos públicos
Uma das possibilidades do Drex é a ligação com títulos públicos do governo por meio da tecnologia blockchain. Saiba mais!
Fabrício Tota, diretor de novos negócios do Mercado Bitcoin (MB); Márlyson Silva, CEO da Transfero Group; Fernando de Freitas, head de inovação do Bradesco; e Thamilla Talarico, Sócia-líder de Blockchain e Ativos Digitais – EY compuseram a mesa em questão.
O principal objetivo foi tratar sobre o atual cenário de criptomoedas no que se refere às empresas do país. Em relação ao Drex, os participantes falaram sobre fatores como fase de implementação, desafios e inovações.
Drex e os títulos públicos
Um dos pontos tratados no painel foi justamente a relação do Drex com os títulos públicos na hora de falar mais sobre sua funcionalidade e aplicabilidade. Em setembro deste ano, o Banco Central passou a emitir os primeiros títulos em forma de tokens por meio da rede de teste do Real Digital.
Nesse sentido, a autarquia emitiu dois tipos de papéis fictícios tokenizados, as LTNs (Letra do Tesouro Nacional) e as LFTs (Letra Financeira do Tesouro). A partir de então, os ativos foram transferidos para as instituições financeiras que participam do projeto, que passaram a ser aptas para atuar na compra e venda dos títulos.
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Compra dos títulos públicos tokenizados
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Diante do cenário, no final do mês de setembro, o consórcio formado pela Caixa Econômica Federal, a Elo e a Microsoft realizou a primeira compra dos títulos públicos em um leilão. O Tesouro Nacional promoveu o evento. A etapa também não envolveu valores reais e fez parte de uma simulação na rede de testes.
Conforme membros do consórcio, a transação pôde ser efetuada de maneira instantânea, mais especificamente em cinco segundos, possibilitada pela rede blockchain. Atualmente, a operação pode demorar até dois dias úteis.

O Drex deve operar por meio de uma rede blockchain, mesmo tipo de tecnologia utilizada para a produção de criptomoedas. Sendo assim, isso favorece a agilidade entre as operações.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
