O Drex é a moeda digital brasileira desenvolvida pelo Banco Central (BC) e promete modernizar a forma como pagamentos e transações financeiras são realizados. A tecnologia combina segurança, rapidez e programabilidade, criando um ecossistema inovador para o mercado financeiro.
Drex explicado: tudo sobre a nova moeda digital do Banco Central
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A moeda digital ainda não possui data oficial de lançamento, mas já entrou em sua terceira fase de testes, prevista para o segundo semestre de 2025. O projeto visa integrar avanços tecnológicos ao sistema financeiro nacional, aproximando o país das tendências globais de moedas digitais.

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Moeda digital nacional: O que é o Drex
Conceito e objetivos
O Drex é uma CBDC (Central Bank Digital Currency), ou moeda digital emitida pelo Banco Central. Seu objetivo principal é facilitar pagamentos de varejo, operações online e, futuramente, offline, oferecendo mais eficiência e transparência no sistema financeiro.
Origem do projeto
O projeto começou em 2020 com a criação de um grupo de trabalho interdepartamental do BC, voltado para avaliar riscos e impactos da emissão de uma moeda digital. Desde então, foram realizados estudos detalhados para estruturar a plataforma Drex, que utiliza tecnologia de registro distribuído (DLT).
Cronologia do Drex
2020 – Grupo de Trabalho
Em agosto de 2020, o Banco Central anunciou a formação do Grupo de Trabalho Interdepartamental, responsável por analisar a viabilidade de uma moeda digital nacional. O foco era identificar riscos e impactos regulatórios, econômicos e tecnológicos.
2021 – Diretrizes iniciais
Em maio de 2021, o BC divulgou diretrizes para orientar o desenvolvimento do projeto. Entre os pontos principais estavam: uso em pagamentos de varejo, compatibilidade com operações online e offline, e emissão direta pelo BC como extensão do real físico.
2023 – Primeira fase de testes
O Piloto Drex teve início em março de 2023. Foram selecionados 16 consórcios ou empresas para testar funcionalidades da plataforma, incluindo transações multiativos e contratos inteligentes. O objetivo foi validar a tecnologia e medir sua viabilidade prática.
2023 – Nome oficial
Inicialmente chamada de Real Digital, a moeda passou a se chamar Drex em agosto de 2023. O nome combina referências a Digital, Real e Eletrônico, enquanto o “x” simboliza modernidade e conexão tecnológica.
2023 – Primeira transferência entre bancos
Em agosto de 2023, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil realizaram a primeira transferência de Drex entre suas carteiras de teste. O evento marcou um passo importante na validação de operações seguras entre instituições financeiras.
2024 – Segunda fase de testes
A segunda fase de testes começou em setembro de 2024. Foram selecionados 13 casos de uso, escolhidos entre 42 propostas, visando explorar a aplicação prática do Drex em diversas operações financeiras, incluindo pagamentos e crédito.
2025 – Relatório da primeira fase
O relatório divulgado em fevereiro de 2025 confirmou a viabilidade da plataforma, mas reforçou a necessidade de aprofundar estudos sobre privacidade, proteção de dados e segurança das transações.
2025 – Terceira fase de testes
A terceira fase de testes foi anunciada em julho de 2025 e focará na eficiência do uso de ativos digitais como garantia em operações de crédito. A etapa é essencial para preparar o Drex para uma eventual implementação em larga escala.

Como o Drex funciona
Tecnologia por trás da moeda
O Drex utiliza DLT (Distributed Ledger Technology), tecnologia semelhante à blockchain, permitindo registros imutáveis e seguros das transações. A programabilidade da plataforma possibilita a execução de contratos inteligentes, aumentando a eficiência das operações financeiras.
Aplicações práticas
Com o Drex, será possível realizar pagamentos instantâneos, transferências entre contas e operações de crédito de forma automatizada. A moeda digital também visa reduzir custos de transação e aumentar a transparência no mercado financeiro.
Integração com Pix e sistemas bancários
A plataforma Drex será integrada ao Pix e a sistemas bancários existentes, permitindo que transações digitais ocorram de forma rápida e confiável. Essa integração facilita a adoção do Drex por usuários e empresas.
Impacto do Drex no sistema financeiro
Modernização do mercado
O Drex representa um passo importante para modernizar o sistema financeiro brasileiro, aproximando o país das práticas globais de CBDCs. A moeda digital promete aumentar a eficiência de pagamentos e reduzir a dependência do dinheiro físico.
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Redução de custos e riscos
A utilização de tecnologia distribuída e contratos inteligentes permite reduzir custos operacionais e mitigar riscos de fraude ou inadimplência. Isso beneficia tanto instituições financeiras quanto consumidores.
Expansão para crédito digital
A terceira fase de testes foca no uso de Drex como garantia em operações de crédito. Essa aplicação poderá criar novas oportunidades de financiamento, especialmente para pequenas e médias empresas, ampliando o acesso ao crédito de forma segura.
Comparação com outras CBDCs
Cenário internacional
Atualmente, mais de 44 países testam ou implementam moedas digitais emitidas por bancos centrais. Países como China, Suécia e Bahamas já avançaram com seus projetos, oferecendo exemplos de implementação e aprendizado para o Drex.
Diferenciais do Drex
O Drex se diferencia por sua integração planejada com Pix, contratos inteligentes e foco em operações de crédito. Além disso, o BC busca garantir alta segurança e privacidade, equilibrando inovação e proteção do usuário.
Desafios e próximos passos
Segurança e privacidade
A implementação de uma moeda digital exige robustez tecnológica. A proteção de dados e a prevenção de fraudes são prioridades do Banco Central para garantir que o Drex seja confiável.
Adoção pelo público
A popularização do Drex dependerá da confiança de usuários e empresas. O BC trabalha em campanhas educativas e testes piloto para familiarizar o público com o uso da moeda digital.
Regulamentação e integração
A integração com sistemas financeiros existentes e conformidade regulatória são etapas essenciais. O BC avalia continuamente os resultados das fases de testes para definir regras claras e seguras para o Drex.

O Drex representa uma revolução no sistema financeiro brasileiro, combinando segurança, tecnologia e praticidade. Com testes avançados e integração ao Pix, a moeda digital promete agilizar transações, reduzir custos e ampliar o acesso a crédito.
A expectativa é que o Drex transforme a forma como pagamentos e operações financeiras são realizados, colocando o Brasil na vanguarda global em inovação financeira e fortalecendo o ecossistema digital do país.
