Um vídeo que mostra o presidente Lula (PT) durante um discurso na cúpula com outros líderes da América do Sul viralizou nas redes sociais recentemente. O que chama a atenção é a informação que consta na legenda “Confisco democrático” e “Lula sugere colocar poupanças regionais a serviço do desenvolvimento.”
É verdade que o Lula defende que a poupança seja confiscada?
Vídeo que circula nas redes sociais expõe fala do presidente Lula (PT) ao tratar sobre a poupança. Entenda!
Diante disso, é provável que muitas pessoas tenham ficado preocupadas com a possibilidade de ter o dinheiro aplicado na caderneta confiscado, afinal, isso já aconteceu no Brasil. No entanto, não é preciso ficar ansioso. A publicação em questão é apenas mais um caso de desinformação nas redes.
De acordo com a apuração realizada pelo g1, na ocasião, o presidente diz “colocar a poupança regional a serviço do desenvolvimento econômico e social mobilizando os bancos de desenvolvimento como a CAF, o Fonplata, o Banco do Sul e o BNDES”. Isso nada tem a ver com a poupança dos brasileiros.
Lula não falou sobre confisco da poupança
A poupança regional citada por Lula se refere à reserva financeira comum entre os países da América do Sul. Para deixar ainda mais claro, é preciso reforçar que tal poupança não utiliza nenhum recurso dos cidadãos.
Além disso, o confisco de bens da população, como investimentos, não é algo permitido no Brasil. A Constituição Federal em vigor estabelece essa questão e ressalta que o presidente em exercício não pode implementar qualquer medida que “vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro”.
O professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), consultado pelo g1, diz que entender que Lula falou sobre a caderneta de poupança é “forçar muito a barra”.
Como não acreditar em informações falsas?
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Diante do cenário atual, ainda mais quando se trata das redes sociais e aplicativos de mensagem, não acreditar em informações falsas pode parecer bastante difícil. Contudo, é possível, e algumas práticas simples podem ajudar nesse processo. Veja:
- Verifique qual a fonte que fez a publicação;
- Faça uma rápida pesquisa no Google;
- Busque por canais de informações confiáveis;
- Preste atenção nos detalhes do texto, geralmente existem erros gramaticais quando se trata de uma informação falsa;
- Desconfie de informações com tom alarmista ou milagroso.
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil
