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É verdade que o Lula defende que a poupança seja confiscada?

Vídeo que circula nas redes sociais expõe fala do presidente Lula (PT) ao tratar sobre a poupança. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Presidente Lula vestido de terno azul e gravata rosa durante discurso com microfone à frente.

Um vídeo que mostra o presidente Lula (PT) durante um discurso na cúpula com outros líderes da América do Sul viralizou nas redes sociais recentemente. O que chama a atenção é a informação que consta na legenda “Confisco democrático” e “Lula sugere colocar poupanças regionais a serviço do desenvolvimento.”

Diante disso, é provável que muitas pessoas tenham ficado preocupadas com a possibilidade de ter o dinheiro aplicado na caderneta confiscado, afinal, isso já aconteceu no Brasil. No entanto, não é preciso ficar ansioso. A publicação em questão é apenas mais um caso de desinformação nas redes. 

De acordo com a apuração realizada pelo g1, na ocasião, o presidente diz “colocar a poupança regional a serviço do desenvolvimento econômico e social mobilizando os bancos de desenvolvimento como a CAF, o Fonplata, o Banco do Sul e o BNDES”. Isso nada tem a ver com a poupança dos brasileiros. 

Lula não falou sobre confisco da poupança

A poupança regional citada por Lula se refere à reserva financeira comum entre os países da América do Sul. Para deixar ainda mais claro, é preciso reforçar que tal poupança não utiliza nenhum recurso dos cidadãos. 

Além disso, o confisco de bens da população, como investimentos, não é algo permitido no Brasil. A Constituição Federal em vigor estabelece essa questão e ressalta que o presidente em exercício não pode implementar qualquer medida que “vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro”.

O professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), consultado pelo g1, diz que entender que Lula falou sobre a caderneta de poupança é “forçar muito a barra”. 

Como não acreditar em informações falsas?

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Diante do cenário atual, ainda mais quando se trata das redes sociais e aplicativos de mensagem, não acreditar em informações falsas pode parecer bastante difícil. Contudo, é possível, e algumas práticas simples podem ajudar nesse processo. Veja:

  • Verifique qual a fonte que fez a publicação;
  • Faça uma rápida pesquisa no Google; 
  • Busque por canais de informações confiáveis;
  • Preste atenção nos detalhes do texto, geralmente existem erros gramaticais quando se trata de uma informação falsa;
  • Desconfie de informações com tom alarmista ou milagroso.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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