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Empiricus e BTG Pactual lançam primeiro ETF de Bitcoin no Brasil: tudo sobre o EBIT11

Empiricus Asset, em parceria com BTG Pactual, lança o EBIT11 — primeiro ETF de Bitcoin na B3 com aplicação mínima de R$ 100, taxa de 0,39% ao ano e liquidez D+2.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
Bitcoin

A Empiricus Asset, gestora do BTG Pactual, lançou nesta quarta-feira (3) o EBIT11, o primeiro ETF (fundo de índice) de Bitcoin com gestão do banco na B3.

Estruturado sob o índice Teva Bitcoin, o fundo oferece ao investidor brasileiro acesso direto ao preço do BTC com aplicação mínima de R$ 100, taxa competitiva de 0,39% ao ano e liquidez em D+2, posicionando-se como solução prática e democrática para exposição à criptomoeda.

O BTG Pactual assume a administração das operações, enquanto a Empiricus Asset Management atua como gestora do fundo. O ticker EBIT11, já disponível para negociação, reflete um movimento da gestora em democratizar o investimento em criptomoedas, sem a necessidade de operação em corretoras cripto ou carteiras digitais.

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Características e operacionalidade do EBIT11

Estrutura do fundo e aplicação mínima

  • Aplicação mínima: R$ 100;
  • Taxa de administração: 0,39% ao ano — uma das menores entre produtos tradicionais não isentos;
  • Liquidez: cotiza em D+0 e liquida em D+2;
  • Benchmark: índice Teva Bitcoin, referência direta ao preço do Bitcoin;
  • Gestão e administração: Empiricus Asset e BTG Pactual, respectivamente.

Vantagens para investidores e gestores

  1. Facilidade de acesso: sem necessidade de abrir conta em exchange, custodiar chaves ou migrar criptomoedas;
  2. Custo competitivo: taxa de 0,39% fica abaixo de outros ETFs similares;
  3. Portabilidade institucional: veículos tradicionais, como fundos e carteiras estruturadas, podem adicionar Bitcoin às suas estratégias com mais facilidade.

Contexto de lançamento e o papel do ETF no mercado brasileiro

Experiência prévia com CRPT11

Em maio de 2022, a Empiricus lançou o CRPT11, fundo que acompanha as 20 principais criptomoedas por meio do índice Teva Criptomoedas Top20. A criação do EBIT11 reforça a tese de foco em Bitcoin como ativo principal, com risco e perfil diferenciados.

Tendência global e crescimento dos ETFs de BTC

Nos EUA, ETFs de Bitcoin à vista já somam mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. No Brasil, produtos como QBTC11 (QR Asset) e BITH11 (Hashdex) também obtiveram destaque — e o EBIT11 entra neste cenário com diferenciais competitivos.

Por que agora: cenário de volatilidade controlada e adequação regulatória

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Imagem: executium / unsplash.com

Bitcoin mais previsível nas últimas quedas

De acordo com o CIO João Piccioni, da Empiricus, o Bitcoin vem mostrando menor volatilidade nos recentes estresses do mercado, especialmente no mês de abril, recuperando-se com mais agilidade. Esse comportamento torna o ativo mais atraente para alocações institucionais e de varejo.

Regulamentação ganha corpo no Brasil

Com o crescimento dos produtos regulados, os ETFs chegam como instrumentos seguros e aderentes ao ambiente jurídico brasileiro, facilitando a entrada de investidores e levando criptomoedas para a prateleira de opções tradicionais.

Vantagens e riscos do EBIT11

Benefícios

  • Simplicidade operacional: compra via corretora, como uma ação;
  • Diversificação: permite alocação em Bitcoin sem sair da B3;
  • Baixo custo: taxa competitiva e transparência de custódia via BTG Pactual.

Riscos envolvidos

  • Volatilidade: diferença entre preços e potencial de desvalorização;
  • Liquidez D+2: resgate mais lento do que ativos diários; pode afetar estratégia em situações de estresse;
  • Risco regulatório: possíveis mudanças na regulamentação cripto podem impactar o desempenho.

Quem deve considerar o EBIT11?

Perfil do investidor-alvo

  • Iniciantes em cripto: entrada com poucos reais, sem complexidade técnica;
  • Investidores de renda variável: para adicionar Bitcoin à carteira com gestão profissional;
  • Gestores institucionais: solução pronta para exposição em criptomoedas via B3.

Uso complementar

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O ETF pode servir como:

  1. Reserva digital do portfólio;
  2. Asset de diversificação em fundos multimercado;
  3. Porta de entrada para estratégias mais avançadas com Bitcoin.

Comparativo com ETFs e produtos similares

Outros ETFs de Bitcoin na B3

  • QBTC11 (QR Asset): acompanha CME CF Bitcoin Reference Rate, 100% alocado no BTC;
  • BITH11 (Hashdex) e BITI11 (Itaú): replicam índices Nasdaq e Bloomberg/Galaxy com alocações majoritárias em Bitcoin.

O EBIT11 se destaca pela taxa inferior, estrutura de gestão com BTG e integração com a experiência prévia da Empiricus no CRPT11.

Perspectiva futura e competitividade do ETF

Adoção no curto e médio prazo

  • Possível aceleração do fluxo à medida que investidores entendem a proposta prática;
  • Produtos institucionais do BTG devem incorporá-lo em suas estratégias;
  • Comparados a ETFs internacionais, ainda há espaço para crescimento.

Evolução do ecossistema cripto na B3

A presença de múltiplos ETFs de Bitcoin reforça a maturidade do mercado brasileiro para esse tipo de ativo — e o EBIT11 pode ser o próximo passo para consolidar a presença do BTC na prateleira de investimento nacional.

Conclusão: EBIT11 reúne facilidade, custo baixo e acessibilidade — mas exige compreensão de riscos

Bitcoin
Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

Com o lançamento do EBIT11, a Empiricus e o BTG Pactual oferecem uma solução de exposição ao Bitcoin que equilibra tecnologia, gestão e regulação. O produto traz simplicidade operacional com aplicação mínima acessível, taxa competitiva e custódia consolidada.

Para o investidor brasileiro, especialmente aqueles que ainda se sentiam distantes do universo cripto, o fundo representa uma entrada segura e facilitada. Ainda que seja fundamental entender os riscos inerentes — como volatilidade e liquidez —, o ETF chega em um momento campeado por maior previsibilidade e abertura regulatória.

A partir de amanhã, com o início das negociações na B3, o EBIT11 promete reforçar a democratização do Bitcoin e consolidar seu papel como eventual reserva de valor no portfólio dos brasileiros.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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