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Apagão global: entenda o fenômeno previsto para 17 de fevereiro

Mensagens nas redes falam em apagão global no dia 17/2, mas o evento é apenas o primeiro eclipse solar anular de 2026, fenômeno natural sem riscos.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Eclipse Solar

A circulação de mensagens nas redes sociais afirmando que a Terra enfrentará um “apagão global” na próxima terça-feira, 17 de fevereiro, gerou preocupação entre brasileiros. O termo alarmista, porém, não corresponde à realidade científica. O que está previsto é o primeiro eclipse solar anular de 2026, um fenômeno astronômico natural, calculado com precisão e sem qualquer risco para a população.

De acordo com o Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o evento não terá impactos sobre energia elétrica, internet, satélites ou sistemas de comunicação. Além disso, não poderá ser observado do Brasil.

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O que é o eclipse solar anular

O eclipse solar anular ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas está em um ponto mais distante de sua órbita. Por causa dessa distância maior, o satélite natural não consegue encobrir completamente o disco solar.

O resultado visual é um círculo luminoso ao redor da Lua, conhecido popularmente como “anel de fogo”.

Por que a Lua não cobre totalmente o Sol?

A órbita da Lua ao redor da Terra é elíptica. Isso significa que há momentos em que ela está mais próxima e outros em que está mais distante do nosso planeta.

Quando o alinhamento ocorre com a Lua em seu ponto mais distante, ela aparenta ser ligeiramente menor no céu. Assim, mesmo alinhada, deixa escapar um anel brilhante do Sol.

Por que o termo “apagão global” é incorreto

O uso da expressão “apagão global” ganhou força nas redes sociais por três razões principais.

Sensacionalismo digital

Expressões dramáticas geram mais engajamento. A palavra “apagão” sugere colapso energético, falhas tecnológicas ou interrupções generalizadas, o que não tem qualquer base científica nesse caso.

Confusão entre escuridão momentânea e falta de energia

Durante um eclipse solar anular, há redução da luminosidade natural em regiões específicas do planeta. No entanto, isso não tem relação com fornecimento de energia elétrica.

Sistemas elétricos modernos são preparados para variações de luz solar, inclusive maiores, como as causadas por nuvens densas ou tempestades.

Desinformação sobre impacto global

Eclipses não acontecem simultaneamente no mundo inteiro. Eles são visíveis apenas em faixas específicas do planeta.

Segundo o Observatório Nacional, este eclipse de 17 de fevereiro de 2026 poderá ser observado apenas em regiões afastadas da Antártida, partes da África e áreas da América do Sul. No Brasil, o fenômeno não será visível.

O eclipse solar pode causar riscos?

Do ponto de vista científico, o eclipse solar anular não representa qualquer perigo à população.

Não há risco para:

  • Rede elétrica
  • Sistemas de telecomunicação
  • Internet
  • Satélites
  • Equipamentos eletrônicos

A única recomendação importante envolve a observação direta do Sol.

Atenção aos olhos

Olhar diretamente para o Sol, mesmo durante um eclipse, pode causar danos permanentes à retina. A proteção adequada exige filtros solares certificados para observação astronômica.

Óculos escuros comuns não oferecem proteção suficiente.

Por que o Brasil não verá o eclipse de 2026?

A visibilidade de um eclipse depende da posição geográfica do observador em relação à sombra projetada pela Lua.

Neste caso, a faixa de anularidade não passa pelo território brasileiro. Isso significa que não será possível observar o “anel de fogo” nem mesmo parcialmente.

Essa informação foi confirmada pelo Observatório Nacional, que monitora e divulga oficialmente os principais eventos astronômicos no país.

Quando será o próximo eclipse visível do Brasil?

Segundo estimativas astronômicas, o próximo eclipse solar anular com possibilidade de observação no Brasil deverá ocorrer em 6 de fevereiro de 2027.

Eventos como esse são previstos com anos de antecedência com base em cálculos orbitais extremamente precisos.

Como funcionam os eclipses solares

Existem três principais tipos de eclipse solar.

Eclipse total

Ocorre quando a Lua cobre completamente o Sol, escurecendo o céu temporariamente em plena luz do dia.

Eclipse parcial

Apenas parte do Sol é encoberta pela Lua.

Eclipse anular

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A Lua cobre o centro do Sol, mas deixa visível um anel luminoso ao redor.

Cada tipo depende da distância da Lua em relação à Terra e do alinhamento preciso entre os corpos celestes.

Por que eclipses são previsíveis

A mecânica celeste é regida por leis físicas bem estabelecidas, como as descritas por Isaac Newton.

Com base nessas leis e em modelos matemáticos modernos, astrônomos conseguem calcular com precisão a data, o horário, a duração e a região de visibilidade de cada eclipse.

Não há qualquer elemento inesperado ou imprevisível envolvido no evento.

Eclipses podem afetar usinas solares?

Essa é uma dúvida comum.

Em países com alta dependência de energia solar, eclipses podem causar redução temporária na geração fotovoltaica. No entanto, operadoras já conhecem esses eventos com antecedência e ajustam o sistema elétrico para compensar a variação.

No Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, a matriz energética é majoritariamente hidráulica, com participação crescente da solar. Além disso, como o eclipse não será visível no país, não haverá impacto algum na geração nacional.

Como se proteger da desinformação

Casos como o do suposto “apagão global” mostram a importância de consultar fontes confiáveis.

Antes de compartilhar mensagens alarmistas:

  1. Verifique se há confirmação de órgãos oficiais
  2. Consulte instituições científicas reconhecidas
  3. Desconfie de termos sensacionalistas

No Brasil, o Observatório Nacional é referência em divulgação científica sobre astronomia.

Conclusão

O eclipse solar anular de 17 de fevereiro de 2026 é um fenômeno astronômico natural, previsível e sem qualquer risco para a população. A expressão “apagão global” não passa de um exagero difundido nas redes sociais.

Não haverá interrupção de energia, falha em sistemas tecnológicos ou qualquer evento catastrófico.

Para os brasileiros, inclusive, o fenômeno sequer será visível.

Informação de qualidade é a melhor ferramenta contra o alarmismo. Consultar fontes oficiais e científicas é essencial para evitar a propagação de desinformação.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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