De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2023, a economia brasileira pode crescer em 3,1%, superando a previsão anterior de 2,1%. Este crescimento será mais robusto que o do último ano do governo Bolsonaro, onde o país cresceu 2,9%. A dinâmica da agricultura e a resiliência dos serviços foram aspectos destacados pelo FMI para justificar essa estimativa otimista.
Economia brasileira pode crescer em 3,1%, segundo FMI
Projeções otimistas para a economia brasileira em 2023: crescimento sólido, PIB, inflação e desemprego em foco.
O consumo interno, revigorado por medidas de estímulo fiscal, também deve contribuir para o crescimento acima do esperado. Além disso, para 2024, o FMI também aumentou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 1,2% para 1,5%, ainda que a economia continue em ritmo mais lento.
Perspectivas globais
Se comparado ao crescimento mundial, a economia brasileira pode crescer se destacando com um ritmo superior à média. No entanto, fica atrás da expectativa de crescimento para países emergentes e em desenvolvimento, que é de 4%. Notavelmente, economias como China, Índia e México devem apresentar ritmo de crescimento mais acelerado que o Brasil.

No longo prazo, o Brasil deve seguir com um crescimento moderado. O FMI projeta um aumento de 2% no PIB local em 2028. Assim, as perspectivas para a inflação e o desemprego também são encorajadoras. A inflação prevista para 2023 é de 4,7%, uma melhora significativa em relação à taxa de 9,3% de 2022. Já a taxa de desemprego, que em 2022 alcançou 9,3%, deve diminuir para 8,3% em 2023 e 8,2% em 2024.
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Política monetária e inflação da economia brasileira
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O FMI elogiou a decisão do Brasil de adotar uma meta contínua de inflação de 3% a partir de 2025. Essa mudança, segundo o órgão, é uma demonstração concreta de melhoria na eficácia operacional e na estratégia de comunicação, que contribui para reduzir a incerteza e aumentar a eficácia da política monetária.
O FMI considerou a estratégia de política monetária adotada pelo Brasil como consistente com a convergência da inflação. Nesse sentido, o Banco Central brasileiro foi um dos primeiros a cortar os juros, ao lado de Chile e Uruguai, o que, segundo o FMI, só foi viável porque o BC iniciou cedo os trabalhos de combate à inflação.
Imagem: Zakharchuk / shutterstock.com
