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Férias no exterior com o novo IOF? Veja como não deixar o imposto arruinar seu orçamento

Vai viajar? Veja dicas para evitar prejuízos com o novo IOF nas férias e descubra como gastar menos no exterior!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Férias ON

Com a chegada das férias de julho e o aumento na procura por destinos internacionais, muitos brasileiros se deparam com um novo obstáculo financeiro: o reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A partir de maio de 2025, as alíquotas do imposto foram elevadas, encarecendo o uso de cartões e a compra de moeda estrangeira em espécie.

A mudança pode impactar significativamente o orçamento de quem pretende viajar para os Estados Unidos, Europa ou outros destinos internacionais durante o verão do hemisfério norte.

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Novas alíquotas em vigor

Desde 22 de maio de 2025, o governo federal reajustou as alíquotas do IOF para transações internacionais, com impacto direto no bolso do turista:

  • Cartões internacionais (crédito, débito e pré-pagos): de 3,38% para 3,5%;
  • Compra de moeda em espécie e remessas ao exterior: de 1,1% para 3,5%.

Spread cambial pesa ainda mais

Além do aumento do imposto, há outro fator que encarece as transações no exterior: o spread cambial — a diferença entre a cotação oficial do dólar e o valor cobrado pelas instituições financeiras. Esse valor pode variar bastante:

  • Fintechs: spread entre 0,5% e 1%;
  • Cartões de crédito tradicionais: spread de até 6% ou mais.

Ou seja, mesmo com o dólar comercial cotado a R$ 5,00, o turista pode acabar pagando até R$ 5,30 por dólar, dependendo do meio de pagamento escolhido.

Como gastar menos no exterior com o novo IOF

Apesar do aumento do IOF, é possível adotar estratégias para minimizar os custos com câmbio e impostos durante uma viagem internacional.

Contas globais e cartões multimoeda

A opção mais vantajosa atualmente

Especialistas como Wanessa Guimarães, planejadora financeira certificada, apontam que as contas globais com cartões multimoeda são hoje a melhor forma de gastar no exterior. Entre as opções estão:

  • Wise;
  • Nomad;
  • C6 Global;
  • XP International;
  • Avenue.

Esses serviços permitem a conversão de reais para moeda estrangeira com câmbio próximo ao comercial e spread reduzido. Além disso, o IOF de 3,5% é aplicado no momento da conversão, garantindo maior previsibilidade.

“A principal vantagem é travar o câmbio no momento da transferência, evitando sustos com a variação do dólar”, diz Guimarães.

Benefícios adicionais

  • Facilidade de uso via aplicativo;
  • Atendimento em português;
  • Cartões virtuais e físicos aceitos globalmente.

Cartões pré-pagos internacionais

Uma boa segunda opção

Conhecidos como travel money, os cartões pré-pagos carregados com moeda estrangeira permitem ao viajante controlar os gastos. Mesmo com o IOF de 3,5%, oferecem vantagens como:

  • Fixação do câmbio no momento da carga;
  • Menor risco de surpresas com variação cambial;
  • Segurança superior ao uso de espécie.

Segundo Jeff Patzlaff, planejador financeiro, esses cartões são ideais para quem busca controle orçamentário sem abrir mão de praticidade.

O que evitar para não pagar mais caro

1. Cartões de crédito internacionais emitidos no Brasil

Embora práticos, os cartões de crédito tradicionais são as opções mais onerosas para compras no exterior. Além do IOF de 3,5%, apresentam spreads cambiais elevados — chegando a até 7% — e o câmbio só é definido na data de pagamento da fatura, o que pode gerar variações indesejadas.

“O turista pode acabar pagando até 10% a mais do que o valor real da compra”, alerta Guimarães.

2. Compra de moeda em espécie

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A compra de dólares ou euros em casas de câmbio, que antes era vantajosa pela alíquota menor, agora sofre com a mesma taxa de IOF de 3,5%. Além disso, utiliza o dólar turismo, mais caro que o comercial, e impõe o risco de perdas e roubos.

“Hoje, comprar dinheiro em espécie pode ser tão caro quanto usar cartão de crédito”, afirma Patzlaff.

Dicas para economizar durante sua viagem

Viagem
Imagem: Canva

Compare taxas antes de escolher

  • Use sites comparadores de câmbio e aplicativos para verificar onde o spread é menor.
  • Avalie fintechs com boas avaliações e custos transparentes.

Aproveite promoções de bancos e cooperativas

  • Algumas instituições oferecem campanhas com devolução de IOF ou zero spread. Fique atento aos prazos e condições.

Faça um planejamento financeiro completo

  • Defina um orçamento diário;
  • Prefira travar o câmbio antes da viagem;
  • Leve mais de uma opção de pagamento para emergências.

Considerações sobre limite de entrada de valores

A Receita Federal determina que qualquer viajante que retorne ao Brasil com valores superiores a R$ 10 mil (ou equivalente em moeda estrangeira) deve declarar o montante na alfândega. O descumprimento pode gerar multa e apreensão do valor.

Conclusão: planejar é essencial para não pagar mais

O aumento do IOF em 2025 pegou muitos viajantes de surpresa, mas é possível driblar o impacto financeiro com escolhas mais conscientes.

Ao evitar cartões de crédito tradicionais e compras em espécie, e priorizar contas globais e cartões pré-pagos, o brasileiro pode viajar com mais economia e segurança.

A chave está em pesquisar, comparar e planejar cada detalhe. Assim, é possível aproveitar as férias internacionais sem deixar o imposto estragar o roteiro — e o bolso.

Imagem: Canva

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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