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Efeito reverso? Botijão de gás registra alta em diversos estados após redução da Petrobras

Você ouviu que o valor do gás iria abaixar, mas na verdade aumentou? Leia o artigo entenda o porquê disso.

Vanessa CostaPor Vanessa Costa2 min de leitura
Imagem de trabalhador pegando um botijão de gás de cozinha em uma pilha de botijões

Em 16 de maio deste ano, a Petrobras anunciou a queda de 21,4% no valor do gás de cozinha. A notícia animou os consumidores, que estavam esperando por isso há um tempo. Entretanto, segundo o último estudo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor do produto subiu em nove estados brasileiros.

Na pesquisa, os estados que apresentaram a maior elevação do preço foram o Mato Grosso do Sul (18,57%), Rondônia (6,9%) e Sergipe (4,64%). O contrário da expectativa da Petrobras, que previa a queda do preço do gás para menos de R$100, valor não visto desde 2021.

Mas o que aconteceu para alta nos preços?

O valor do gás aumentou porque apesar da queda na taxa de distribuição do gás de cozinha ter diminuído, houve o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Assim, desde o dia 1° de maio, a taxa cobrada é de R$1,2571 de ICMS por quilo do gás, somando a média de R$16,34 por botijão.

Antes, este valor era na média de R$14,60, registrando uma variação significativa para o mercado. Com isso, o desconto na distribuição acabou sendo, em partes, anulado pelo aumento do ICMS.

Outra especulação da elevação é pela ampliação da demanda. Para André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), parte da população pode ter se adiantado na compra ao saber do aumento do ICMS; o que não estimulou a queda dos preços do gás, pela demanda ter sido acentuada em detrimento a oferta do mercado.

No mesmo raciocínio, a gasolina pode apresentar reajuste nas próximas semanas. Com o aumento de R$1,22 no ICMS, o litro do combustível pode subir para média de R$7, registrando cerca de 20% de elevação nos preços.

Imagem: Joa Souza/ Shutterstock.com

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Vanessa Costa

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