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Ele previu a crise de 2008 e agora disse algo preocupante sobre o fim deste ano

Confira as previsões de Nouriel Roubini, economista que previu a crise de 2008, para o final deste ano e o início de 2023.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Estados Unidos patina e inflação de agosto fica acima do esperado

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Os Estados Unidos e o mundo podem ser atingidos por uma recessão “longa e feia” no final de 2022, e esse cenário pode continuar até 2023. Essa previsão foi feita por Nouriel Roubini, economista que previu a crise financeira de 2008, em entrevista à Bloomberg. 

Assim, de acordo com o especialista, até a menor retração na economia norte-americana pode fazer o S&P 500 despencar 30%. Esse índice é composto por ativos negociados nas bolsas de Nova York. Contudo, a crise prevista por Roubini pode causar queda de 40% no indicador. 

Quais as previsões de Roubini?

Primeiramente, Roubini ficou conhecido como “Doctor Doom” (Doutor Apocalipse) por ter antecipado o estouro da bolha imobiliária em 2008. Assim, o analista alertou que qualquer pessoa que aguarde uma recessão rasa nos EUA deve examinar os extensos índices de dívida de corporações e governos. 

Além disso, Roubini acrescentou que, conforme as taxas aumentam, os custos do serviço da dívida crescem. “Muitas instituições zumbis, famílias zumbis, empresas, bancos, bancos sombra e países zumbis vão morrer”, afirmou. 

Sendo assim, o especialista acredita que chegar a uma taxa de inflação de 2% será uma “missão impossível” para o Federal Reserve. Isso porque ele projetou um aumento de taxa de 75bps na última reunião do banco e uma subida de 50bps em novembro e dezembro. 

Portanto, para Roubini, a inflação significa que o Fed provavelmente não tem outra escolha a não ser continuar aumentando as taxas. Assim, segundo ele, quando o mundo está em um momento de recessão, o estímulo fiscal não é capaz de ajudar, tendo em vista que os governos que têm muitas dívidas estão ficando sem “balas fiscais”, resultando, assim, em estagnação. 

Recessão

De acordo com o economista, o país não deve criar estímulos fiscais para lidar com essa crise, o que pode causar estagnação, inflação e nível de endividamento similar ao observado durante a crise financeira global. 

“Não será uma recessão curta e superficial, será severa, longa e feia”, afirmou Roubini. 

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Dessa maneira, a recessão nos EUA e no mundo persistirá ao longo de 2023, afirma o economista. Diferentemente de 2008, quando as famílias e os bancos foram os mais atingidos, a previsão para este ano é de que as corporações e instituições financeiras sofram maiores prejuízos. 

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Imagem: ShutterstockProfessional/shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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