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Dolár dispara após vitória de Trump: veja a cotação

A vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA em 2024 fez o dólar disparar e o Bitcoin se valorizar no Brasil, confira mais informações!

MarinaPor Marina6 min de leitura
Embraer

A vitória de Donald Trump, candidato do Partido Republicano, na eleição presidencial dos Estados Unidos em 2024 trouxe impactos imediatos para os mercados globais. O dólar americano, que havia fechado em R$ 5,75 na terça-feira (5 de novembro), começou a disparar na manhã de quarta-feira, chegando à cotação de R$ 5,86 em seu pico no Brasil. Por volta das 10h19, a moeda americana estava sendo negociada a R$ 5,79, registrando uma alta de 0,77% apenas na abertura dos negócios.

A expectativa de políticas econômicas que favoreçam juros mais altos e menos impostos sob a nova administração de Trump está entre os fatores que motivaram a subida do dólar e a valorização do Bitcoin. A volatilidade se intensificou em um cenário que já havia mostrado sinais de alta contra moedas asiáticas, antes mesmo do fim da disputa entre o republicano e a vice-presidente Kamala Harris, sua principal adversária.

Impacto da vitória de Trump sobre o dólar e os treasuries

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A confirmação de que Trump retornará à presidência gerou um aumento imediato nos rendimentos dos títulos do Tesouro Americano, os chamados treasuries, que são amplamente influenciados pela expectativa sobre políticas monetárias e fiscais dos Estados Unidos. A elevação dos treasuries indica que investidores antecipam um ambiente de juros mais altos no país, o que atrai capital estrangeiro para o dólar e causa impacto direto sobre moedas de mercados emergentes, como o real brasileiro.

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Políticas de Trump impulsionam a valorização do dólar

Trump anunciou, durante sua campanha, a intenção de promover cortes de impostos e introduzir tarifas sobre produtos importados. Essas políticas têm efeito inflacionário e pressionam o Federal Reserve (Fed) a manter taxas de juros mais altas, como forma de conter o aumento de preços no mercado interno. A perspectiva de juros elevados é atrativa para investidores globais, que, diante de um dólar mais valorizado, realocam recursos para os Estados Unidos, reduzindo investimentos em outros mercados, como o Brasil.

Especialistas já antecipavam essa movimentação, afirmando que uma vitória de Trump elevaria a pressão sobre o real e outros ativos de países emergentes, especialmente após uma campanha marcada por alta volatilidade e incerteza.

Efeito dominó: dólar em alta contra moedas asiáticas e desvalorização do peso mexicano

Mesmo antes do resultado final, o dólar já apresentava tendência de alta frente a várias moedas asiáticas, refletindo o temor dos investidores sobre os possíveis impactos das políticas econômicas de Trump para o comércio internacional. A disputa eleitoral se mostrava acirrada até os últimos momentos, com pesquisas indicando que Kamala Harris, candidata do Partido Democrata e vice-presidente dos EUA, tinha chances reais de vitória. Esse cenário, contudo, inverteu-se com o fortalecimento do apoio a Trump nas últimas semanas.

Volatilidade e os “Trump trades”

Durante a campanha, fundos hedge e operadores financeiros adotaram estratégias chamadas de “Trump trades”, que envolvem apostas contra títulos dos EUA ou contra moedas de países como o México. No caso do peso mexicano, as perspectivas de tarifas e sanções comerciais prejudiciais são uma preocupação constante desde a primeira administração de Trump. Essas apostas financeiras foram parcialmente moderadas na semana anterior, quando Kamala Harris começou a subir nas pesquisas, mas a vitória do republicano reafirmou a pressão sobre moedas de países com relações comerciais mais sensíveis aos Estados Unidos.

Valorização do Bitcoin como resposta do mercado à eleição de Trump

A vitória de Trump também impactou o mercado de criptomoedas, com o Bitcoin mostrando uma alta significativa de 14,96% no Brasil. Essa valorização ocorre em um contexto onde o Bitcoin, por seu caráter descentralizado e independente das políticas monetárias tradicionais, se torna uma alternativa procurada em períodos de incerteza econômica e mudanças políticas bruscas.

O Bitcoin como “porto seguro” em tempos de incerteza

Com a volatilidade crescente nos mercados globais, o Bitcoin, frequentemente chamado de “ouro digital”, tem atraído investidores que buscam proteção contra possíveis flutuações cambiais e instabilidade econômica. O ativo digital é favorecido por investidores como uma forma de manter valor em cenários onde moedas fiduciárias, como o dólar e o real, apresentam instabilidade.

O que esperar do mercado brasileiro após a eleição de Trump

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A vitória de Trump na presidência dos Estados Unidos deve continuar a gerar ondas de impacto na economia brasileira, especialmente em setores sensíveis a variações cambiais, como o de importação de produtos e insumos dolarizados. A pressão sobre o real tende a persistir, visto que os investidores deverão manter o foco em mercados considerados mais seguros e rentáveis, como o americano.

Possíveis ajustes fiscais e monetários no Brasil

Diante da valorização do dólar, o Banco Central do Brasil pode vir a intervir para conter a volatilidade cambial e evitar que o real perca ainda mais valor, especialmente em um período de sensível recuperação econômica pós-pandemia. A adoção de medidas para atrair investimentos estrangeiros, além de políticas que estabilizem a inflação e incentivem o crescimento econômico, podem ser alguns dos próximos passos para minimizar o impacto das políticas americanas no Brasil.

Setores mais afetados

Dólares
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Entre os setores mais impactados pela valorização do dólar estão as indústrias que dependem de insumos importados, o setor de turismo, e empresas de tecnologia que negociam diretamente em moeda estrangeira.

Além disso, a alta do dólar pode pressionar os preços internos, uma vez que produtos e matérias-primas importadas se tornam mais caros, afetando a inflação e o poder de compra da população.

Conclusão: A era Trump e os desafios para a economia global

A volta de Donald Trump à presidência dos EUA traz consigo uma série de desafios para a economia global, especialmente para países emergentes como o Brasil, que têm uma relação de dependência do dólar e estão sujeitos a variações intensas nas taxas de câmbio. As primeiras reações do mercado já mostram uma movimentação de investidores para ativos dolarizados e alternativas como o Bitcoin, em busca de proteção contra a volatilidade.

Enquanto a nova administração americana se prepara para implementar suas políticas econômicas, o mercado financeiro global deve permanecer em constante ajuste, adaptando-se ao novo cenário. O Brasil, como uma das maiores economias da América Latina, deve enfrentar mais um período de volatilidade, com o Banco Central e o governo monitorando o câmbio e, possivelmente, buscando estratégias para minimizar os impactos negativos de um dólar mais forte e de uma política monetária americana restritiva.

Marina

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