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Eletrobras corta ‘cafezinho’ dos funcionários para dar tablets para diretores; entenda

Veja o que a Eletrobras disse quando decidiu tirar o cafezinho dos funcionários e aumentar a verba da diretoria!

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Letreiro com nome e logo da Eletrobras na sede da empresa. Fundo em pedra escura

A Eletrobras está passando por um momento de reestruturação interna com várias ações para corte de gastos. Entretanto, muitas pessoas apontam uma contradição dos diretores da empresa, que “tiram” dos colaboradores para “dar” aos diretores.

Um dos exemplos disso é o corte do “cafezinho” dos funcionários. É comum encontrar nas empresas um espaço com algumas garrafas de café e copos descartáveis para que os funcionários tomem um café durante o expediente.

Contudo, a nova diretoria da Eletrobras achou que esse era um gasto desnecessário e resolveu cortá-lo dos funcionários. Assim, a empresa de energia parou de fornecer a bebida para os colaboradores.

Eletrobras troca cafezinho por tablets

Com essa decisão, a diretoria substituiu as tradicionais garrafas de café por máquinas de café que usam cápsulas. Mas as cápsulas são pagas e cada funcionário deverá pagar pelo que for consumir durante o dia.

Acontece que, ao mesmo tempo em que a Eletrobras acaba com o “cafezinho” dos funcionários como uma forma de reduzir custos, a empresa aprovou um auxílio para os seus diretores.

Cada um deles vai receber R$ 20 mil para custear a compra de celulares e tablets para usar durante o trabalho. O discurso passou a ser algo como diminuir os gastos, mas aumentar a eficiência das operações.

Programa de demissão voluntária

Outro exemplo desse raciocínio são os programas de demissão voluntária (PDV) da Eletrobras. Atualmente, existem dois: um para os funcionários aposentados e outro para o quadro geral de colaboradores.

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A expectativa é de que o segundo tipo alcance mais de 1.500 pessoas, que deixarão de trabalhar para a empresa. O detalhe é que, junto com os PDVs, também estão acontecendo processos seletivos para a contratação de cerca de 1.000 novos funcionários.

Nesse caso, a justificativa é diminuir os gastos com os funcionários antigos e contratar novos para melhorar a eficiência dos serviços.

Imagem: Salty View / Shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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