Em janeiro de 2023, a Americanas divulgou um comunicado informando ter identificado um rombo nas contas da empresa de R$ 20 bilhões. Desse modo, a empresa adotou várias medidas para tentar contornar a situação, e já demitiu 8.249 empregados desde o início do ano.
Na última semana, ocorreu a mais nova onda de demissões: 7 lojas foram fechadas, e 349 colaboradores foram demitidos. Assim, com 67 lojas fechadas, a empresa agora registra uma baixa de 4% no número de unidades abertas e de 20% do corpo de funcionários.
Crise na Americanas
As causas do rombo de R$ 20 bilhões, em sua maior parte, foram dívidas com bancos em operações de risco. Essas operações foram lançadas incorretamente, elevando o grau de endividamento da Americanas.
Entretanto, após algumas investigações, percebeu-se que a dívida da empresa era de mais de R$ 40 bilhões, o dobro do valor divulgado inicialmente.
Com esse cenário, as ações da empresa caíram e entraram em revisão. Contudo, mesmo com o leilão de papéis ordinários, a queda chegou a quase 80%, sendo a maior na bolsa de valores brasileira desde 2008.
Recuperação judicial
Após diversos desdobramentos na crise, ainda em janeiro, a Americanas entrou com um pedido de recuperação judicial, recurso usado para evitar que a empresa em dificuldade financeira feche as portas.
Assim, durante esse processo, as dívidas ficam congeladas por 180 dias, enquanto a empresa continua com suas operações. A empresa endividada tem esse prazo para funcionar, negociando com seus credores sob mediação da justiça.
Além disso, comparado a outros pedidos de recuperação judicial feitos no Brasil, o da Americanas é o quarto maior, atrás somente da Odebrecht, Oi e Samarco. A informação é de Marcello Marin, diretor financeiro da Spot Finanças.
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