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Em crise, como fica a situação dos trabalhadores da Light?

Diante do pedido de recuperação judicial da Light, os trabalhadores da companhia ficaram preocupados. Confira o que irá acontecer.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem de funcionários trabalhando na subestação da Light. A fachada está ao fundo deles

Na última sexta-feira (12), a Light entrou com um pedido de recuperação judicial. Diante disso, os trabalhadores que atuam na empresa estão preocupados com o futuro da corporação e também com seus salários.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio e Região (Sintergia-RJ), os principais braços da companhia, que são a distribuidora e a geradora, contam com 4,5 mil funcionários.

A Light S.A. é a quinta maior distribuidora de energia do país e, segundo o Sintergia-RJ, a categoria ficou preocupada com a notícia de recuperação judicial da holding. Porém, por meio de um comunicado interno, a empresa assumiu o compromisso de “manter salários e benefícios”.

Recuperação judicial da Light

Embora a legislação brasileira impeça que concessionárias de energia elétrica peçam recuperação judicial, a Light S.A. recorreu ao regime de intervenção conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para reestruturar a empresa.

O valor total das dívidas da corporação é de R$ 11 bilhões. Diante disso, o grupo quer assegurar os mesmos efeitos de proteção da recuperação contra a execução de dívidas às suas subsidiárias, que são concessionárias de serviços públicos. Isso cobriria a Light Sesa, distribuidora que detém R$ 9,4 bilhões da dívida total.

Processo permite preservação do patrimônio

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O presidente da Light S.A., Octavio Lopes, explicou ao Extra que “uma reestruturação 100% extrajudicial” não é possível, pois levaria meses. Mas a companhia precisa de proteção judicial, já que não tem dinheiro para o pagamento das dívidas previsto em contrato.

Luiz Roberto Ayoub, sócio do Galdino & Coelho, Pimenta, Takemi, Ayoub Advogados, um dos escritórios que representam a corporação, disse ao Extra que a recuperação evita que o patrimônio da empresa seja corroído e garante o cumprimento das obrigações intersetoriais, além do abastecimento de energia, serviço público prestado pela companhia.

Imagem: Divulgação/Light

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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