O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é uma ação do Ministério da Educação que financia cursos superiores não gratuitos.
Em dívida com o FIES, alunos vão largar a faculdade
Entenda as medidas do Governo Federal que estão levando os alunos do programa Fies a pensarem na desistência da faculdade.
Ao início de cada semestre na faculdade, o programa abre inscrições para que os candidatos possam concorrer ao financiamento. Os alunos que passam, garantem um auxílio para custear a faculdade até o final da graduação.
Porém, neste ano de 2023 houve um aumento exorbitante do Fies, e muitos estudante estão pensando na hipótese de abandonar a faculdade.
Qual foi a margem de aumento do Fies?
Para os estudantes baixa renda de medicina, a situação é bem agravante. O programa financia no máximo R$ 8,8 mil por mês, sendo que as faculdades privadas desse curso cobram em média R$ 10 mil, por exemplo.
Ou seja, essa diferença tem que ser paga mensalmente pelo estudante matriculado via Fies. Além disso, existe o reajuste da mensalidade, que pode aumentar em todo início de semestre.
Uma das estudante de medicina de Campina Grande (PB), Girlene Soares afirma que o Fies perdeu seu viés de inclusão social. A jovem sofreu com um aumento da parcela de R$ 225 para R$ 946, de um semestre para outro. Conclui a estudante:
“Minha família é da zona rural. Eu comprovei a renda de um salário mínimo (R$ 1.320), mas agora preciso pagar quase isso por mês? Como que se vive assim?”
Essa situação do Fies ocorre devido às ações tomadas pelo governo Temer desde 2016. Agora, segundo a atual gestão do Executivo Federal, elas ainda estão mantidas até hoje. O intuito seria o de tentar reduzir os prejuízos que o programa traz aos cofres públicos.
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Motivo dos aumentos
- Máximo de R$ 8.800: em Medicina, o programa financia pouco mais de oito mil reais por mês e, logo após a formatura, o aluno terá que pagar o valor. Porém, as faculdades privadas desse curso cobram mais que o teto do Fies. Ou seja, o aluno precisa pagar a diferença todo mês;
- Porcentagem limitada de financiamento: de 2010 até 2015, o programa ainda financiava 100% da bolsa. Após 2015, o regulamento mudou e a cobertura nunca alcança a mensalidade total. Além disso, depende muito da renda familiar do estudante, que quanto menor for, maior será a porcentagem do Fies.
Imagem: rafapress / Shutterstock.com
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