Após revelar um rombo de R$ 40 bilhões em seus balanços em janeiro, a Americanas entrou em recuperação judicial. No plano apresentado à Justiça, a varejista prevê a venda da sua participação no Grupo Uni.Co, que possui franquias de itens para casa, moda, presentes e acessórios, e da rede Hortifruti Natural da Terra.
Em recuperação judicial, Americanas já fechou mais de 20 lojas
Enquanto suas medidas de recuperação não surtem efeito, a Americanas está tendo que fechar algumas de suas unidades. Confira!
Além disso, seus acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, investiram R$ 10 bilhões na empresa. No entanto, enquanto as medidas anunciadas para a sua recuperação não surtem efeito, a Americanas está tendo que encerrar as atividades de algumas de suas unidades. Confira!
Lojas fechadas pela Americanas
De acordo com os últimos relatórios de monitoramento do administrador judicial da empresa, a Americanas, ao entrar com o pedido de recuperação judicial, em janeiro, possuía 1.880 lojas. No entanto, no final de abril, a varejista contava com 1.851 unidades, ou seja, em quatro meses, foram fechadas 29 lojas.
Como consequência, antes do processo, a Americanas tinha 43.123 funcionários, porém, até o dia 21 de maio, contava com 38.098 trabalhadores. Os desligamentos dos 5.025 empregados da varejista incluem demissões por parte da empresa e também a pedido dos próprios funcionários.
Perda de clientes
Em janeiro, a base de clientes ativos da Americanas era de 48,3 milhões. Já em abril, esse número era de 45,1 milhões. Portanto, a varejista perdeu cerca de 3,2 milhões de clientes. A ocupação dos galpões de estoque da companhia também diminuiu, fechando abril com pouco mais da metade da capacidade (54%) de ocupação.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Os investimentos da Americanas caíram mais de 90% — em dezembro de 2022, chegavam a R$ 177 milhões; em abril deste ano, caíram para R$ 7,2 milhões. Diante do medo do calote, o prazo para pagar os fornecedores também diminuiu, passando de 124 dias, em janeiro, para cerca de uma semana atualmente.
Imagem: Leonidas Santana / Shutterstock.com
