A Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do Brasil, recebeu uma notícia positiva no contexto do tarifaço comercial anunciado pelos Estados Unidos. O governo de Donald Trump havia imposto uma tarifa de 50% sobre os produtos exportados pelo Brasil para os EUA, uma medida que teoricamente afetaria bastante a fabricante de aeronaves. No entanto, a Embraer foi excluída dessa taxação, sendo incluída em um grupo de exceções que ficaram de fora dessa imposição. Essa decisão tem grandes implicações para a empresa, especialmente no que diz respeito às suas operações de exportação e ao comportamento de suas ações no mercado financeiro.
Tarifaço dos EUA: Embraer entra na lista de exceções e não será taxada
A Embraer foi excluída do tarifaço comercial de 50% imposto pelos EUA. Entenda os impactos dessa decisão e mais!
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A ordem executiva de Donald Trump
Em 29 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impôs tarifas de 50% sobre uma série de produtos importados do Brasil. A justificativa apresentada pela Casa Branca foi a de que as ações do governo brasileiro representavam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.
A tarifa de 50% estava originalmente programada para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025, mas a ordem executiva estabeleceu um prazo de seis dias adicionais, com início em 6 de agosto. Isso daria tempo para que mercadorias já em trânsito ou armazenadas fossem retiradas do depósito e consumidas antes da implementação das taxas.
No entanto, a ordem executiva não afetou todos os produtos exportados pelo Brasil. Alguns setores e empresas, entre eles a Embraer, ficaram de fora dessa taxação, o que representa um alívio significativo para a fabricante brasileira de aeronaves. Produtos aeronáuticos civis, como os fabricados pela Embraer, foram explicitamente excluídos do tarifaço, o que significa que a empresa pode continuar exportando suas aeronaves para os EUA sem a imposição do imposto adicional de 50%.
Os impactos da decisão para a Embraer
A decisão de excluir a Embraer das tarifas foi um alívio para a empresa, que tem uma significativa parte de suas exportações direcionada aos Estados Unidos. Boa parte das aeronaves fabricadas pela Embraer é vendida para o mercado norte-americano, tornando esse mercado um dos mais importantes para a empresa. Se as tarifas tivessem sido aplicadas, a competitividade da Embraer no mercado dos EUA poderia ter sido significativamente reduzida, afetando tanto as vendas quanto os lucros da companhia.
Além disso, o governo brasileiro, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez esforços para evitar que a Embraer fosse impactada pelo tarifaço. A mobilização do governo federal e da própria Embraer para garantir que a empresa fosse poupada da taxação foi eficaz, refletindo a importância estratégica da fabricante de aeronaves para a economia brasileira e a indústria de aviação global.
Reação do mercado e das ações da Embraer

Após o anúncio de que a Embraer seria excluída do tarifaço, o mercado reagiu de forma positiva. As ações da empresa, que já estavam em alta, dispararam 10,56% por volta das 15h50 (horário de Brasília), sendo negociadas a R$ 76. Esse aumento nas ações foi um reflexo imediato da reação positiva dos investidores, que viram a medida como uma vantagem competitiva para a empresa, especialmente no mercado dos EUA.
No entanto, antes do anúncio da exceção, as ações da Embraer chegaram a cair mais de 2%. Isso ocorreu devido ao temor de que as tarifas afetassem as exportações da empresa e impactassem negativamente seus resultados financeiros. Porém, assim que o mercado percebeu que a Embraer estava fora da taxação, os papéis da empresa entraram em leilão e, posteriormente, subiram, refletindo a confiança renovada dos investidores.
O que é o leilão de ações?
O leilão de ações é um mecanismo utilizado pelas bolsas de valores para equilibrar a oferta e a demanda de ações em momentos específicos do pregão. Ele ocorre quando há uma grande volatilidade nos preços das ações ou quando há necessidade de ajustar os preços de uma ação para refletir com maior precisão o equilíbrio entre compradores e vendedores. No caso da Embraer, os papéis entraram em leilão devido à reação abrupta do mercado, o que garantiu que o preço das ações refletisse de maneira mais precisa a mudança nas expectativas dos investidores.
O impacto do tarifaço no setor aeronáutico
A decisão de excluir os produtos aeronáuticos civis do tarifaço tem um impacto significativo para a Embraer, mas também para o setor aeronáutico como um todo. A fabricante brasileira é uma das principais concorrentes da Boeing e da Airbus no segmento de aviões regionais e comerciais de médio porte. A exclusão da Embraer do tarifaço pode ajudá-la a manter sua competitividade no mercado norte-americano, onde a demanda por aeronaves dessa categoria continua a crescer.
Se as tarifas tivessem sido aplicadas, isso poderia ter colocado a Embraer em desvantagem competitiva em relação a outras fabricantes de aeronaves que não enfrentam a mesma taxação. Com a decisão de excluir a Embraer, a empresa poderá continuar com sua estratégia de exportação para os EUA sem grandes impactos financeiros.
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A reação do governo brasileiro
O governo brasileiro também teve um papel importante na exclusão da Embraer do tarifaço. O governo federal, por meio do Ministério das Relações Exteriores e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), trabalhou em conjunto com a Embraer para garantir que a empresa fosse considerada uma exceção à tarifa. A mobilização do governo foi eficaz, pois ajudou a fortalecer a posição da Embraer no cenário internacional e a proteger uma das maiores empresas exportadoras do Brasil.
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é complexa e envolve diversos setores da economia, como a indústria aeronáutica, commodities agrícolas, energia e tecnologia. A decisão de excluir a Embraer do tarifaço pode ser vista como uma medida para preservar essa relação estratégica, considerando a importância das exportações brasileiras para os EUA.
Além disso, a medida de isentar a Embraer também pode ser interpretada como um sinal de que o governo norte-americano reconhece a importância da empresa no mercado global e deseja manter um ambiente competitivo para a indústria aeronáutica.
O futuro da Embraer e os desafios no mercado global

Embora a decisão de excluir a Embraer do tarifaço tenha sido um alívio para a empresa, ela ainda enfrenta desafios no mercado global. A concorrência com gigantes como Boeing e Airbus é feroz, e a Embraer precisa continuar inovando para manter sua posição no mercado. Além disso, o cenário econômico mundial, marcado por incertezas políticas e comerciais, também pode impactar as operações da empresa.
A Embraer continuará a buscar novas oportunidades de crescimento e expansão, especialmente em mercados emergentes onde a demanda por aeronaves de médio porte é crescente. A empresa também deve continuar a investir em novas tecnologias, como aviões mais eficientes em termos de consumo de combustível e com menor impacto ambiental, para atender às necessidades de um mercado cada vez mais competitivo e consciente ambientalmente.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
