A presença feminina no mundo dos negócios ganhou mais impulso com uma nova parceria firmada entre o governo federal e a sociedade civil. A iniciativa amplia o apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo não apenas crédito, mas também qualificação e suporte técnico.
Empreendedorismo feminino ganha reforço com parceria entre MDS e Rede Mulher Empreendedora
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Em um momento em que o Brasil busca reduzir desigualdades e ampliar oportunidades, a atuação coordenada entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e a Rede Mulher Empreendedora (RME) representa uma estratégia sólida para a inclusão socioeconômica. A proposta une esforços de instituições públicas e privadas, com o objetivo de transformar vidas por meio do empreendedorismo feminino.

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Empreendedorismo feminino: Uma aliança com foco em transformação social
A assinatura do acordo ocorreu no dia 5 de agosto e simbolizou um passo importante para milhares de mulheres brasileiras. A parceria faz parte do programa Acredita no Primeiro Passo, lançado em 2024, que visa promover a ascensão social de pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com atenção especial a mulheres, jovens, negros e pessoas de comunidades tradicionais.
Mulheres como protagonistas da mudança
Durante a cerimônia de assinatura, o ministro Wellington Dias destacou que a estratégia vai além da simples concessão de crédito. Segundo ele, trata-se de uma política estruturada para preparar e qualificar mulheres que desejam empreender, com acesso a crédito assistido e apoio técnico.
“Essa parceria garante maior preparo, qualificação e aprendizado sobre os negócios que desejam desenvolver. Com isso, terão acesso a crédito assistido e assistência técnica, contribuindo para a superação da pobreza”, afirmou o ministro.
Essa abordagem integrada reforça o compromisso do governo federal com a equidade de gênero e a redução das barreiras que limitam o protagonismo feminino na economia.
O papel da Rede Mulher Empreendedora
Com mais de 900 mil mulheres diretamente conectadas e impacto indireto em 9 milhões de brasileiros, a RME é a maior rede de apoio ao empreendedorismo feminino da América Latina. Criada há 15 anos por Ana Fontes, a organização tem como missão principal promover a autonomia econômica das mulheres brasileiras.
A CEO da rede celebrou a parceria com o governo como um marco para a continuidade e ampliação das ações de apoio às mulheres que buscam independência financeira.
“Quando uma mulher prospera, ela melhora não apenas sua própria vida, mas também a da família, dos filhos e de toda a comunidade”, declarou Ana Fontes.
A força da união entre governo, sociedade e empresas
A cooperação entre o MDS e a RME não é um caso isolado de colaboração. O projeto também conta com o apoio institucional da Visa, empresa que já vem desenvolvendo projetos voltados ao empreendedorismo e à inclusão financeira.
O setor privado como catalisador
Vanessa Antunes, vice-presidente de Negócios da Visa no Brasil, destacou o alinhamento da empresa com os objetivos sociais do programa.
“Ajudar pessoas a prosperar faz parte da nossa missão. Vamos seguir avançando nessa colaboração”, afirmou.
Com a presença de empresas consolidadas no ecossistema de inovação e educação financeira, o programa ganha robustez e capilaridade para alcançar mulheres em diferentes regiões do país.
Agentes locais como multiplicadores
A rede conta ainda com agentes multiplicadoras, como Caroline Freire, embaixadora da RME em Brasília. Ela representa um dos elos mais importantes da proposta: o trabalho de base, realizado diretamente com as comunidades, levando informação e oportunidades às mulheres que mais precisam.
“Gerar renda e oportunidades para mulheres significa transformar vidas, fortalecer a economia e impulsionar o desenvolvimento do país”, afirmou Caroline.
Esse engajamento direto é uma das estratégias para garantir que o programa chegue efetivamente às populações vulneráveis.
Acredita no Primeiro Passo: inclusão e impacto
Criado em 2024, o programa Acredita no Primeiro Passo já nasce com uma missão ousada: ser o elo entre políticas públicas e resultados reais na vida de pessoas que enfrentam exclusão econômica. O programa é voltado prioritariamente às pessoas registradas no CadÚnico, e possui três eixos estruturantes:
Eixo 1 – Geração de emprego
Iniciativas de intermediação de mão de obra, articulação com empresas e apoio à empregabilidade formam a base deste eixo. O objetivo é oferecer alternativas concretas de inserção no mercado formal.
Eixo 2 – Qualificação profissional
Com foco em cursos e formações voltadas à realidade local, o programa busca desenvolver competências técnicas e comportamentais, facilitando o ingresso e a permanência no mundo do trabalho.
Eixo 3 – Apoio ao empreendedorismo
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+311 mil seguidores
Aqui entram parcerias como a firmada com a RME. O objetivo é oferecer capacitação, orientação e acesso ao crédito assistido, criando condições para que mulheres possam iniciar e manter seus próprios negócios com segurança e conhecimento.
O impacto social do empreendedorismo feminino
O estímulo ao empreendedorismo feminino tem mostrado ser uma das estratégias mais eficazes para o combate à pobreza e a promoção da inclusão produtiva. Segundo dados da RME, mulheres que se tornam empreendedoras conseguem melhorar indicadores sociais de toda a família.
Mulheres que empreendem transformam comunidades
A autonomia financeira de uma mulher tem reflexos diretos em áreas como educação infantil, saúde familiar e até na segurança alimentar. Ao empoderar economicamente mulheres de baixa renda, políticas públicas como essa impactam não apenas o indivíduo, mas o tecido social.
Crescimento sustentado e com propósito
Mais do que uma política econômica, iniciativas como essa são movimentos sociais que integram inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento regional. Ao oferecer condições reais de empreendedorismo para mulheres, o Estado fortalece a resiliência econômica do país como um todo.
O papel do Estado na transformação
O ministro Wellington Dias reforçou que o compromisso do presidente Lula com o crescimento social feminino está refletido em programas como este. A inclusão de mulheres na classe média é vista como uma prioridade estratégica para a retomada do crescimento com justiça social.
Políticas públicas como pontes
As políticas públicas eficazes atuam como pontes entre o potencial das pessoas e as oportunidades disponíveis. Ao unir o setor público, privado e organizações sociais, o governo amplia a capacidade de alcance e impacto das suas ações.
Desafios e continuidade
Ainda há desafios importantes, como ampliar o alcance territorial, garantir o acompanhamento de longo prazo das empreendedoras e mensurar com precisão os resultados socioeconômicos da iniciativa. No entanto, a base está formada.

A nova parceria entre o MDS, a Rede Mulher Empreendedora e empresas como a Visa mostra que é possível pensar políticas públicas com eficiência, impacto e foco na transformação social. Ao priorizar mulheres em situação de vulnerabilidade e investir em capacitação, o Brasil dá um passo importante rumo a uma economia mais inclusiva e sustentável.
Empreender não é apenas abrir um negócio — é também um caminho de libertação e construção de futuro. Com apoio, crédito e conhecimento, milhares de mulheres brasileiras terão, finalmente, a chance de transformar suas realidades e inspirar uma nova geração.
