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Empresa brasileira decide vender fábrica para não falir

A empresa perdeu a confiança junto aos seus financiadores e, assim, tem buscado alternativas para evitar a falência. Saiba mais!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem de empresário triste, na frente dele moedas empilhadas em forma de gráfico com uma seta indicando para baixo, representando a falência de seu negócio.

Na esteira das empresas em crise, a Paranapanema, um dos maiores grupos de metais não ferrosos do país, está em processo de recuperação judicial desde novembro de 2022 — no valor de R$ 450 milhões e uma dívida financeira de cerca de R$ 3 bilhões.

No entanto, o grupo perdeu a confiança junto aos seus financiadores e, assim, tem buscado alternativas para evitar a falência. Sendo que a principal delas é a venda de seus ativos mais primordiais, que inclui até mesmo suas fábricas.

Medidas adotadas pela empresa contra a falência

Dessa forma, para quitar pelo menos parte do que deve, a Paranapanema pretende vender seus ativos estratégicos, créditos fiscais e uma série de imóveis. Isso porque suas fábricas são negócios atrativos e certamente terão interessados em comprar.

Assim, a maior parte dos recursos oriundos da venda de uma das unidades de produção industrial será destinada aos credores financeiros, que possuem esse ativo como garantia. Além disso, a Paranapanema possui créditos fiscais, que superam o valor de R$ 500 milhões, além de 11 imóveis. 

Ademais, entre os esforços para se reerguer está a abertura de mais um turno até julho, o que pode dobrar a capacidade de produção ao mês, que hoje é de 2 mil toneladas. “Estamos começando a recontratar pessoal para mais esse turno”, informou a companhia.

Negociações com os credores

Portanto, com o dinheiro da venda de ativos em mãos, a Paranapanema poderá negociar com seus credores. O que pode ser uma tarefa nada fácil, já que entre eles estão nomes de peso do mercado, como:

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  • Bradesco;
  • Caixa Econômica Federal;
  • Banco do Brasil;
  • Sumitomo (banco estrangeiro);
  • Scotiabank (banco estrangeiro);
  • CCB (da China);
  • BNP Paribas;
  • Cargill Trade & Structured Finance (maior credor da empresa).

Enfim, segundo especialistas contratados pela Paranapanema, o prazo estimado para que haja a reestruturação financeira, após a adoção das medidas citadas, é de seis meses.

Imagem: Miha Creative/ shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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