Após entrar com pedido de falência e fechar mais de 400 lojas, a Ricardo Eletro agora retorna ao mercado com novo nome e duas novas lojas. A nova marca, chamada de “Nosso Eletro”, traz o senso do coletivo e a tentativa de apagar o nome do antigo dono.
Empresa brasileira que decretou falência pretende abrir novas lojas
A empresa que já teve 400 lojas, 30 mil funcionários e faturamento de R$ 10 bilhões. Hoje espera chegar a 50 unidades até 2024.
Em suma, a varejista entrou em recuperação judicial em 2020, e conseguiu reverter seu pedido de falência na justiça. Agora pretende abrir até 20 unidades ainda este ano e chegar a 50 lojas em 2024. Neste mês, mais três unidades serão abertas com o novo nome em Minas Gerais.
Entenda o retorno da empresa ao mercado
A inauguração das duas unidades marca o novo momento vivido pela empresa. Assim, o esforço neste ano até 2024 é impulsionar as lojas físicas de calçada, no estado de Minas Gerais. Na internet, a loja segue com o nome antigo para dar segurança aos clientes ao comprarem em uma marca conhecida no e-commerce.
Ademais, a nova fase da varejista só é possível, pois os valores penhorados pela justiça foram liberados e também pela venda de ativos. Sobre isso, Pedro Bianchi, o CEO, aponta a cobrança elevada dos juros no país, fato que impacta o desenvolvimento do varejo, segundo ele.
“Não tem motivo para a gente estar com os maiores juros do mundo. Esses juros altos estão castigando muito as varejistas, que vivem do crédito”, ressalta Bianchi.
A recuperação da varejista
Apesar do início da expansão, o momento ainda é delicado. A crise causada pelas Americanas deixou os bancos com medo de investirem nas varejistas, aponta Bianchi. Mesmo assim, o “Nosso Eletro” aposta em um futuro promissor e por isso está tentando recuperar sua saúde financeira.
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A dívida da empresa está em R$ 3 bilhões, mais um passivo que está sendo negociado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Bianchi confessa que a negociação é complexa, e que as dívidas comprometeram sua vida financeira pessoal. Mas afirma que irá resolver e assim ‘refundar’ a varejista.
“Tive de fazer vários ajustes na minha vida. Estou sofrendo processos trabalhistas que nem são de minha responsabilidade. Mas eu sigo lutando. A empresa só vai falir se a administração desistir”, afirma Bianchi.
Imagem: Sunti / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
