Uma das maiores empresas do ramo imobiliário do mundo solicitou, na última quinta-feira (17), proteção contra pedidos de falência de seus credores. A incorporadora imobiliária também é conhecida como a mais endividada do mundo, e mostra o reflexo da crise presente no país.
Empresa mundialmente conhecida pede proteção contra falência
Gigante empresa reconhecida mundialmente entrou, nesta semana, com pedido de proteção contra falência. Clique e entenda o caso!
A China Evergrande solicitou a proteção em tribunais dos Estados Unidos, a fim de se proteger durante o seu processo de reestruturação. A ideia é que os credores não possam entrar com pedidos de falência ou bloquear seus ativos no país.
Entenda o pedido de proteção da Evergrande

A gigante chinesa está enfrentando problemas no setor imobiliário de seu país – e há desconfiança de que a situação se agrave para outros setores da economia. Isso porque, desde 2021, quando a crise se iniciou, diversas empresas do ramo acabaram entrando em default – ou moratória.
A Evergrande possui, atualmente, US$ 330 bilhões (R$1,7 trilhões) em dívidas – desde 2021, os “calotes” no pagamento das dívidas se desenrolaram em outros “calotes” em construtoras. Isso resultou em diversas residências da China sem finalizar a construção. A dívida equivale a 2% do PIB do país.
Ainda que em março deste ano a empresa, a fim de prevenir os pedidos de falência, tenha apresentado um plano de reestruturação, seus números ainda deixam os investidores preocupados. Seu prejuízo entre 2021 e 2022 foi de US$ 81 bilhões.
Veja posicionamento da empresa
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Para a Bolsa de Valores de Hong Kong, a empresa declarou que “deseja esclarecer que está levando à diante sua reestruturação da dívida offshore conforme previsto. A solicitação é um procedimento normal e não indica pedido de falência”, garantiu.
Como parte de seu plano, a ideia é que ela consiga retornar às operações em 3 anos, mas com um financiamento de até US$ 43,7 bilhões. Para o seu nicho de carros elétricos, teve aporte de US$ 500 milhões do grupo NWTN, em troca de 28% de participação.
Imagem: ADragan/ Shutterstock.com
