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Empresa vai tentar patentear super-maconha; entenda

Super-maconha? Descubra os detalhes sobre a tentativa de uma empresa de patentear maconha. Confira mais agora.

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
Médico segurando planta e medicamento, feito a base de maconha medicinal.

O Brasil está prestes a dar um importante passo na regulamentação do cultivo de maconha. O Ministério da Agricultura está se preparando para receber o pedido de registro de sementes de maconha modificada no país.

A empresa responsável por solicitar o registro é a Adwa Cannabis, a única que possui autorização para o cultivar comercialmente a maconha no Brasil.

Para garantir o sucesso desse empreendimento, a Adwa Cannabis estabeleceu um acordo de compartilhamento de informações com a Embrapa, a renomada empresa de pesquisa agropecuária brasileira. Essa parceria tem como objetivo apoiar pesquisas relacionadas à maconha, aprimorando as técnicas de cultivo e desenvolvimento das variedades da planta.

Mas afinal, qual é o motivo para o registro?

No processo de registro, serão solicitadas pelo menos duas patentes. A primeira será para a cannabis com propriedades terapêuticas, que tem sido amplamente utilizada para a extração de óleos essenciais.

A segunda patente será para o cânhamo, uma variedade de maconha destinada a usos industriais, aproveitando as sementes e fibras do caule da planta para alimentação e fins industriais.

É importante ressaltar que o cultivo de maconha ainda não é regulamentado pelo governo brasileiro. Por isso, a Adwa Cannabis precisou buscar a proteção legal e o registro de variedades de plantas através do sistema judiciário.

Um dos objetivos da Adwa Cannabis é melhorar geneticamente as sementes de maconha para adaptá-las às condições climáticas do Brasil.

Quais as vantagens da ação?

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Nesse sentido, a empresa está colaborando com a Universidade Federal de Viçosa, uma instituição de destaque na área agrícola. A parceria busca aumentar os níveis de THC e CBD, substâncias presentes na maconha com propriedades medicinais.

Estima-se que no Brasil existam cerca de 13 milhões de potenciais pacientes que poderiam se beneficiar do uso terapêutico da cannabis. Essa demanda tem impulsionado o setor, que já movimenta mensalmente cerca de R$ 4 milhões em uma associação envolvida com produtos relacionados à maconha.

Com a chegada do pedido de registro de sementes de maconha modificada ao Ministério da Agricultura, o país dá um importante passo para regulamentar o cultivo da planta. O objetivo é beneficiar tanto aqueles que buscam tratamentos medicinais quanto o setor industrial, abrindo caminho para pesquisas avançadas e desenvolvimento sustentável.

Imagem: OMfotovideocontet / Shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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