Depois da falência do Signature Bank, Silicon Valley Bank e do Silvergate, empresas de criptomoedas precisam encontrar novos bancos onde colocar os seus depósitos. Enquanto algumas se voltam para os pequenos, outras apostam em instituições “grandes demais para quebrar”.
Até recentemente, as maiores instituições financeiras americanas apresentavam uma resistência em aceitar como clientes empresas que trabalham com criptoativos. Por exemplo, o CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, já disse abertamente que considera o bitcoin uma fraude.
Entretanto, com o mercado repleto de companhias de cripto procurando por instituições onde guardar os seus milhões, os grandes bancos parecem ter repensado a sua posição. Contudo, as parcerias estão sendo feitas sem alarde pelas suas partes.
Empresas de criptomoedas abrem contas em bancos importantes
De acordo com reportagem da revista americana New Yorker, as grandes instituições financeiras americanas que estão recebendo as empresas são:
- JP Morgan;
- Bank of America;
- Citi;
- Wells Fargo.
Apesar da nova abertura para as empresas de criptomoedas, não são todas elas que serão atendidas pelas companhias. Ainda é necessário cumprir uma série de exigências, principalmente aquelas que se referem ao tipo de exposição que o possível cliente pode trazer.
Nesse sentido, os diretores e CEOs dos negócios que atuam com criptomoedas estão receosos em divulgar quais bancos procuraram, quais foram os requisitos de cada um e qual deles aceitou abrir uma conta. A relação recente ainda é frágil para ambos os lados.
Tirando os grandes bancos americanos, as empresas de cripto estão buscando duas pequenas instituições: o Cross River Bank de Nova Jersey e o Mercury, que fica na cidade de São Francisco.
Pressão dos reguladores
Outro fator que influencia a fragilidade do relacionamento das companhias de criptomoedas com os bancos é o sistema de regulação americano.
Muitas pessoas que atuam no setor acusam o governo dos Estados Unidos de tentar tirar as criptoempresas do mercado, impedindo que elas tenham acesso ao sistema bancário do país.
Imagem: stockphoto-graf e Anton _AV / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
