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Empresas podem demitir em massa se governo não relançar o BEm

BEm (Benefício Emergencial) expirou em dezembro de 2020, mas grandes empresários querem a volta do programa.

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Devido às restrições de atividades econômicas em diversas cidades do Brasil por causa do colapso na saúde, muitas empresas foram obrigadas a interromperem as atividades. E com mais de um ano de pandemia, nem mesmo as grandes empresas estão conseguindo se manter financeiramente. Sendo assim, grandes empresários do varejo falam em demitir em massa caso o governo não reedite o BEm (Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda).

Lançado em 2020 pela Medida Provisória 936, o BEm expirou em dezembro. Com ele, os empregadores podiam suspender os contratos ou reduzir a jornada de trabalho e salários, a fim de ganhar um fôlego financeiro. Ao todo, o BEm garantiu a manutenção de 11 milhões de postos de trabalho, de acordo com o Ministério da Economia.

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Empresas podem demitir em massa se governo não relançar o BEm

Após uma reunião do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), que ocorreu nesta segunda-feira (22), diversos grandes empresários do setor se pronunciaram sobre a demora da reedição da MP 936. Segundo o ministro Paulo Guedes, o governo deve relançar o programa e atingir até 3 milhões de trabalhadores. O custo para os cofres públicos da nova rodada deve ficar em cerca de R$ 6 bilhões.

Participaram da reunião executivos de empresas como Magazine Luiza, Carrefour, Riachuelo, Lojas Renner, Pague Menos, Raia/Drogasil e Panvel. As 73 empresas associadas ao IDV mantém 777 mil postos de trabalhos.

Apesar do comércio eletrônico ter tido uma alta de 10% durante a pandemia, isso ainda não é o suficiente para suprir o faturamento das empresas. Além disso, embora os supermercados e farmácias sejam serviços essenciais e se mantenham abertos mesmo na situação de lockdown, os estabelecimentos de shoppings trabalham em horários reduzidos.

Empresas podem demitir em massa: “É uma questão de caixa”

Conforme Marcelo Silva, presidente do IDV, “Já estamos terminando março e o programa não foi reeditado, isso está trazendo uma inquietação muito grande entre os empresários do varejo, porque muitas lojas estão fechadas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, por exemplo”.

Por fim, o presidente da entidade ainda alega que as empresas estão no limite, tendo que pagar em dia suas folhas de pagamento e impostos, porém sem ter faturamento: “É uma questão de caixa: se não vende, não tem como pagar as contas. Se o governo não sinalizar com a volta do programa (MP 936), pode ocorrer demissão.”

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Imagem: Boyloso / Shutterstock.com

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