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Empresas que se negam a oferecer auxílio a funcionários podem pagar multa de até R$ 19.900

Assembleia aprova Lei que exige que empresas prestem auxílio ao funcionário. Caso contrário, terão que pagar multa. Veja do que se trata

Raquel MorettoPor Raquel Moretto2 min de leitura
Telemarketing

Na tarde de terça-feira (08), a Assembleia Legislativa do Paraná realizou duas sessões ordinárias. Na ocasião, aprovou-se a proposição que estipula a obrigatoriedade das empresas que operam centrais de atendimento a divulgarem um canal de denúncias direcionado aos seus colaboradores.

O objetivo principal do PL é a prevenção e combate a situações de assédio sexual, homofobia e xenofobia, que são comuns durante interações telefônicas. Tais medidas estão em total alinhamento com as disposições estabelecidas na Lei Federal nº 14.457/2022.

Como a lei pretende combater o assédio no ambiente de trabalho?

O autor da iniciativa, deputado Tito Barrichello (União), argumenta que o setor de telemarketing, muito presente no cotidiano corporativo, é palco frequente desses tipos de abusos. Portanto, os canais de denúncia seriam mais uma ferramenta para o funcionário se sentir apoiado e protegido em sua jornada de trabalho.

Dessa forma, a ideia é que a Segurança Pública do Estado do Paraná receba as denúncias, que podem ser feitas pelos funcionários por meio de correspondência postal, mensagens eletrônicas, contatos telefônicos ou pessoalmente.

“Infelizmente, não é de hoje que trabalhadoras e trabalhadores, do ramo de telemarketing e teleatendimento, relatam casos de assédio sexual, homofobia e xenofobia durante a jornada de trabalho. O resultado de todos esses abusos é o adoecimento desses colaboradores.”

Tito Barrichello

Quais serão as consequências para as empresas em caso de não cumprimento da lei?

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Segundo o projeto, as empresas que não cumprirem a lei estarão sujeitas a multas que variam de R$ 9.900 a R$19.900. O texto, sob a forma de um substitutivo geral, está em processo de tramitação. No entanto, sua análise foi postergada ao requerimento do deputado Gugu Bueno (PSD).

Imagem: chainarong06/shutterstock.com

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