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Empresas têm lucro em queda na Bolsa e ligam o alerta

Alerta acionado: lucros das empresas na Bolsa despencam e acendem o sinal vermelho para o mundo econômico. Veja mais aqui!

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
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A combinação de inflação elevada e juros altos tem afetado consideravelmente os resultados das empresas listadas na Bolsa de Valores do Brasil.

Segundo um levantamento realizado pela plataforma independente Trademap, as companhias com ações negociadas na B3 experimentaram uma queda média de 18% no lucro do primeiro trimestre de 2023. Esses números são em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A taxa básica de juros, conhecida como Selic, atingindo o patamar de 13,75% ao ano, tem gerado impactos negativos nas finanças das empresas.

Impacto das despesas e custos no resultado das empresas

Em termos gerais, o grupo de empresas analisadas registrou um aumento de 12,8% nas vendas em comparação com 2022. No entanto, os custos operacionais aumentaram 12,7% no período. As despesas financeiras, por causa de empréstimos e financiamentos, tiveram um aumento de 31,8%, totalizando R$ 16,5 bilhões.

Isso resultou em uma redução dos lucros das empresas para R$ 33 bilhões no período. Representa uma queda de R$ 7,8 bilhões em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Além disso, a dívida bruta das companhias aumentou em 37,1%, alcançando R$ 1,3 trilhão.

Conforme as informações fornecidas por Einar Rivero, diretor comercial do Trademap e encarregado da pesquisa, os resultados revelam que os lucros das empresas no mercado foram significativamente afetados pelas altas taxas de juros no país. Durante as últimas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic em 13,75% pela sexta vez consecutiva.

Desafios e estratégias para as empresas

Especialistas do mercado financeiro confirmam as projeções pessimistas em relação ao desempenho das empresas listadas na Bolsa de Valores, de acordo com o levantamento do Trademap para o primeiro trimestre.

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A falta de capitalização é um desafio para as empresas devido ao custo elevado do crédito, agravado pelos pedidos de recuperação judicial de grandes empresas. Werner Roger, da Trígono Capital, destaca que fatores como a alta taxa Selic, a queda no consumo, a desaceleração dos investimentos e as incertezas políticas contribuíram para a queda no faturamento das empresas.

Empresas menos sensíveis aos fatores macroeconômicos têm melhor desempenho. Portanto, os analistas não preveem uma melhora em um futuro próximo, e a queda da taxa de juros é vista como um possível impulsionador para a recuperação das empresas. No entanto, a situação ainda é incerta, e não há perspectivas otimistas visíveis.

Imagem: Bigc Studio / shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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