Ainda que a prática de empréstimos de pessoas físicas seja comum no Brasil, há leis que disciplinam quando a modalidade passa a ser crime. Isso porque, a agiotagem acontece quando o empréstimo possui juros excessivos sem que a pessoa tenha uma empresa autorizada para tal fim.
Emprestar dinheiro a taxas muito altas é crime e pode dar cadeia
Entenda o que pode caracterizar a prática de agiotagem e porque se deve evitar este tipo de empréstimo a todo custo.
Por isso, entenda a seguir as questões que envolvem a prática e como não participar de uma situação não regulamentada e sem respaldo judicial.
Afinal, o que caracteriza agiotagem?
A agiotagem acontece quando alguém, sem autorização da lei, empresta dinheiro com taxas de juros excessivas e não possui uma empresa que possa ser fiscalizada pelos órgãos responsáveis.
Por isso, a Lei 1.521 determina como crime a prática, uma vez que ela acontece de modo a prejudicar a economia popular. Há ainda casos onde o agiota persegue a família do devedor ou faz ameaças contra bens e contra a vida de outra pessoa.
De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), o limite máximo de juros para empréstimo feito por pessoas físicas deve ser inferior a 1% por mês. Ou seja, acima deste valor, caso o crédito não seja disponibilizado por uma empresa regular, é considerado agiotagem.
Como identificar a agiotagem numa operação de crédito?
Primeiramente, a definiç acontece apenas para pessoas físicas. Isso porque, se o empréstimo for de uma empresa, ele deve obedecer os critérios do Banco Central, como um contrato válido com todas as informações de taxas e valores envolvidos.
Por isso, sempre desconfie de contratos verbais ou pessoas que oferecem facilidades extraordinárias como liberação imediata ou outros que não estão com lastro no Banco Central.
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De acordo com a legislação brasileira, o crime de emprestar dinheiro a taxas muito altas pode ter pena de 2 a 8 anos de prisão e multa.
É importante explicar que a lei prevê pena apenas para o agiota, porém, este tipo de serviço pode colocar em risco a integridade física, financeira e psicológica de quem solicita o dinheiro emprestado.
Imagem: Leonidas Santana / Shutterstock.com
