Uma nova realidade vem se desenhando para quem depende do empréstimo pessoal no Brasil. Dados recentes do Procon-SP indicam que as taxas de juros dessa modalidade seguem em alta pelo quarto mês consecutivo, refletindo um cenário econômico mais desafiador para os consumidores. A elevação constante das taxas exige atenção redobrada na hora de buscar crédito.
Empréstimo pessoal fica mais caro: Procon-SP revela alta nas taxas de juros
Taxas de juros do empréstimo pessoal seguem em alta; Procon orienta a recorrer ao crédito apenas em necessidade real. Saiba mais aqui!!
Com a Selic em patamar elevado, o custo do dinheiro para o consumidor aumenta significativamente. Por isso, o Procon-SP reforça que o crédito só deve ser utilizado em casos de real necessidade, e que a comparação entre as condições oferecidas pelas instituições financeiras é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.

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Alta consecutiva nas taxas de juros do empréstimo pessoal
Nos últimos meses, a taxa média do empréstimo pessoal subiu e chegou a 8,22% ao mês em junho, conforme levantamento feito pelo Procon-SP em seis bancos brasileiros de grande porte. Esse aumento, embora aparentemente pequeno (0,10 ponto percentual em relação a maio), representa uma tendência preocupante para os consumidores.
O Bradesco foi o banco que mais elevou sua taxa, passando de 8,57% para 9,08% ao mês, um acréscimo de quase 6%. Já o Banco do Brasil manteve uma variação mais discreta, de 6,58% para 6,62% ao mês. Os demais bancos permaneceram estáveis, sem mudanças significativas no período.
Tabela: Taxas de juros por banco (junho)
| Banco | Empréstimo Pessoal (ao mês) | Cheque Especial (ao mês) |
| Banco do Brasil | 6,62% | 7,74% |
| Bradesco | 9,08% | 8,00% |
| Caixa Econômica Federal | 6,86% | 8,00% |
| Itaú | 9,49% | 8,00% |
| Safra | 7,25% | 8,00% |
| Santander | 9,99% | 8,00% |
O que está por trás da alta dos juros?
A taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, é o principal fator que impacta diretamente as taxas cobradas pelos bancos no empréstimo pessoal e no cheque especial. Com a Selic em alta para conter a inflação, o custo do crédito aumenta para as instituições, que repassam essa elevação aos consumidores.
Além disso, o risco de inadimplência e o cenário econômico incerto também levam os bancos a praticarem taxas mais elevadas para proteger suas operações.
Cheque especial: teto e estabilidade
Apesar das taxas de empréstimo pessoal subirem, as do cheque especial se mantiveram estáveis em torno de 7,96% ao mês, próximo ao teto regulamentado de 8%, conforme Resolução nº 4.765/2019 do Banco Central. Essa modalidade ainda representa um dos créditos mais caros do mercado.
Cuidados essenciais ao contratar crédito
Diante desse cenário, o Procon-SP destaca a importância de o consumidor avaliar com atenção as condições oferecidas antes de contratar um empréstimo. Algumas recomendações importantes:
Comparar o Custo Efetivo Total (CET)
O CET inclui não apenas os juros, mas também outros encargos como seguros, impostos e taxas administrativas. Comparar o CET entre diferentes bancos ajuda a identificar a opção mais vantajosa.
Analisar prazos e valores
Avaliar o prazo do financiamento e o valor das parcelas é fundamental para evitar que a dívida se torne insustentável ao longo do tempo.
Priorizar o uso do crédito em situações emergenciais
O empréstimo deve ser uma alternativa em caso de necessidade real, não uma forma de consumo imediato ou para despesas corriqueiras.
Impactos para o consumidor e para o mercado
A alta contínua das taxas pode frear o consumo das famílias, que já enfrentam outros desafios econômicos, como inflação e desemprego. Para o mercado, a elevação dos juros pode significar uma redução na concessão de crédito e menor circulação de recursos.
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Por outro lado, a cobrança mais alta pode incentivar uma gestão financeira mais responsável por parte dos consumidores, que tendem a evitar o endividamento excessivo.
Alternativas e estratégias para lidar com os juros altos
Empréstimo consignado
Para quem tem acesso, o empréstimo consignado costuma apresentar taxas menores e prazos mais longos, sendo uma opção menos onerosa.
Refinanciamento e negociação
Renegociar dívidas e buscar opções de refinanciamento pode ajudar a reduzir o impacto financeiro.
Educação financeira
Investir em planejamento e educação financeira é crucial para evitar recorrer ao crédito em condições desfavoráveis.

A elevação das taxas de juros do empréstimo pessoal revela um cenário complexo para consumidores brasileiros, que precisam estar atentos e agir com cautela ao buscar crédito. O momento exige planejamento, análise criteriosa das condições oferecidas e uso consciente do dinheiro emprestado.
O alerta do Procon-SP para que o empréstimo seja utilizado somente em casos de necessidade real é fundamental para evitar que o consumidor se comprometa com dívidas que podem se tornar difíceis de administrar. Com a Selic em patamar elevado, o custo do crédito deve permanecer alto, tornando imprescindível o cuidado na hora de contratar qualquer tipo de empréstimo.
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