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Entenda como o CARBONO pode render BILHÕES por ano ao Brasil

Pesquisa realizada por um instituto especializado no assunto revelou uma grande rentabilidade de atividades com carbono. Saiba mais!

Leo GarfinkelPor Leo Garfinkel2 min de leitura
Mão branca "segurando" um holograma com ciclo de carbono

O carbono é um dos elementos químicos mais presentes no nosso dia a dia. Ele é encontrado predominantemente na atmosfera, no mar e nos seres vivos, além de ser essencial para a vida no planeta Terra. As atividades relacionadas a ele também podem ser fontes importantes de renda.

Diante disso, a instituição de pesquisa CCS Brasil realizou um estudo onde ela estima que o Brasil poderia lucrar até U$ 14 bilhões em projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS).

Venda de créditos de carbono

Essa projeção foi feita considerando o potencial de captura de carbono que o país pode atingir anualmente. O valor corresponderia a aproximadamente 200 milhões de créditos de carbono. Segundo o instituto, essa é uma estimativa otimista, que considera o melhor desempenho possível em termos de captura de carbono no Brasil.

O preço médio praticado atualmente no mercado de crédito de carbono é de U$ 70 por tonelada. Dessa forma, 200 milhões de créditos, multiplicados por 70, dariam o valor de U$ 14 bilhões.

Além disso, o relatório da CCS Brasil também projeta um cenário ainda melhor, onde uma tonelada de créditos de carbono pode ser vendida por U$ 100. Dessa forma, os rendimentos para os cofres brasileiros poderiam chegar à casa dos U$ 20 bilhões.

Processo pouco explorado

Em entrevista ao UOL, uma das idealizadoras do CCS Brasil, Nathália Weber, afirmou que projetos como esse podem gerar receitas significativas para os países ou empresas que decidirem investir nessas atividades.

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A engenheira ainda explicou que as os ganhos estão condicionados por duas variáveis: o preço dos créditos de carbono e o volume de emissões evitadas (a chamada “captura” de carbono).

Embora esses dados sejam animadores, Weber pontuou que ainda há algumas etapas para que os projetos de CCS possam ser utilizados para créditos de carbono. De acordo com ela, precisa haver uma atualização nos critérios de certificação de redução de emissões. Depois que essas modificações forem feitas e passarem a considerar as técnicas de CCS, esse potencial passará a poder ser explorado.

Imagem: Billion Photos / Shutterstock.com