A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anunciou o corte da produção do petróleo em cerca de 1 milhão de barris diariamente. A medida será iniciada em maio e seguirá até o final de 2023.
Entenda os motivos para o corte na produção de petróleo e como isso pode afetar o Brasil
A Opep deve cortar a produção de petróleo de forma expressiva no próximo mês e a medida pode impactar os preços no Brasil. Saiba mais!
Com isso, a redução na oferta da commodity deve gerar um choque de preços mundial e chegar até o Brasil. Vale lembrar que o governo voltou a cobrar impostos federais sobre a gasolina no fim de fevereiro.
Assim sendo, os preços para o consumidor final chegaram a aumentar de imediato, mas voltaram a apresentar queda nas últimas semanas.
O que está por trás do corte na produção de petróleo?
O corte na produção de petróleo tem como objetivo promover uma estabilidade no mercado internacional. Isso porque o preço do item costuma acumular quedas sempre que há uma recessão global pela frente.
No último dia do mês de março, o barril do tipo BRENT foi cotado a US$ 79,77. Vale lembrar que no auge da crise em decorrência da Guerra na Ucrânia, o combustível chegou a ser comercializado por US$ 140.
Os receios de uma recessão econômica foram intensificados após a crise no setor bancário iniciada pela quebra dos bancos norte-americanos e deflagrada pelo Credit Suisse na Europa.
Preço dos combustíveis no Brasil
No Brasil, de acordo com os levantamentos realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro da gasolina estava em R$ 5,48 na última semana.
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É importante ressaltar que a composição do preço é formada por itens como a parcela da Petrobras, impostos federais e estaduais e revenda e distribuição. Quando o petróleo está em queda no mercado externo, é possível reduzir o custo para as refinarias. É o que tem acontecido nos últimos dias.
Nesse sentido, caso haja um choque de preços do petróleo devido ao corte na produção, pode ser que os valores aumentem por aqui. Isso a partir de maio, quando a medida passar a ser adotada de fato pela Opep.
Imagem: Maxx-Studio/shutterstock.com
