Em 2020, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou o Projeto de Lei 2630 a fim de instituir a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Desde então, muitas dúvidas surgiram acerca dessa proposta
Entenda tudo sobre o PL 2630
Muitas pessoas têm dúvidas quanto ao Projeto de Lei (PL) 2630. Entenda tudo sobre a proposta e saiba os próximos passos do processo.
Popularmente chamada de “lei das fake news“, a própria proposta, por vezes, é alvo de notícias falsas. Em um contexto geral, além das dúvidas sobre como a lei funcionaria na prática, há outras dúvidas, como por exemplo, qual órgão a regulamentaria.
Nesse sentido, cada vez mais os cidadãos estão interessados em saber sobre essa lei. Em vista disso, ao longo do texto, você poderá entender melhor essa proposta e saber como está sua tramitação, tendo assim suas dúvidas respondidas.
O que a proposta da Lei das Fakes News prevê?
O senador propõe em seu texto que haja uma implementação de medidas para combater efetivamente a propagação de informações falsas em plataformas de mídia social. Nesse sentido, caso aprovada, as redes sociais como o Twitter, Facebook, Telegram e Instagram deverão adotar medidas contra as notícias falsas e tirá-las do ar o mais breve possível.
A intenção é proteger os usuários dessas plataformas e promover um ambiente mais confiável para o compartilhamento de informações. Há um consenso geral entre especialistas de que são necessárias medidas para enfrentar o problema do financiamento de notícias falsas, particularmente em períodos eleitorais.
Assim, a proposta têm como objetivo principal reduzir a disseminação de desinformação que pode distorcer o debate público e influenciar os resultados das eleições.
Ministro de Lula afirma que o PL 2630 será votado em breve
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, esteve em um evento na capital de Portugal. Lá, o ministro foi questionado sobre o PL 2630. Em respota, Dino afirmou que essa lei – neste ponto, devemos destacar que há mais de 50 PLs envolvendo as notícias falsas – terão andamento no Congresso em até dois meses.
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Na mesma ocasião, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deu declarações afirmando um andamento do PL até o mês de agosto. Além disso, ele justificou o fato da demora no andamento da proposta.
De acordo com Lira, empresas como a Meta (dona do Facebook e Instagram), Google e Twitter excederam o que ele chamou de “limite do contraditório democrático”. Consequentemente, deixaram a Câmara sem outra opção senão paralisar a análise do projeto.
Imagem: Reprodução / Freepik.com
