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Está difícil para a França: luzes da Torre Eiffel serão apagadas para economizar energia

Além de apagar as luzes da Torre Eiffel, outras medidas serão aplicadas para economizar o consumo de energia.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento3 min de leitura
Está difícil para a França: luzes da Torre Eiffel serão apagadas para economizar energia

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Torre Eiffel com luzes desligadas uma hora antes do normal, água das piscinas municipais com temperatura reduzida e aquecimento nos prédios públicos atrasado. É isso que Paris passará a fazer com intenção de economizar energia neste inverno, segundo o que afirmou ontem (13) Anne Hidalgo, prefeita da cidade.

Para atender à meta do presidente Emmanuel Macron, as medidas foram estabelecidas em Paris, conhecida como “cidade das luzes”. O plano de Macron é de que a indústria, as famílias e as autoridades municipais diminuam seu consumo de energia em 10%.

Torre Eiffel: aplicação da medida deve economizar 4% de energia

A Torre Eiffel é iluminada até uma hora por um sistema de iluminação, que dá um brilho dourado à atração. A cada hora, enquanto está acesa, ela pisca graças a 20 mil lâmpadas. Com a aplicação da medida, o monumento terá suas luzes desligadas às 23h45, o que provocará uma redução de 4% no consumo de energia.

De acordo com a prefeita, a partir do dia 23 de setembro, a iluminação nos prédios públicos de Paris será desligada às 22h. Enquanto isso, a temperatura das águas nas piscinas passará de 26°C para 25°C e o aquecimento nos prédios ficará em 18°C.

Neste ano, a conta de energia de Paris chegará aos 90 milhões de euros. Esse resultado será 35 milhões a mais do que o de costume, apesar dos contratos de eletricidade e gás de longo prazo protegerem as autoridades de um pior cenário dos aumentos de gastos.

França passou a importar energia

A redução de 10%, que é a meta do presidente, será em resposta ao corte no fornecimento de gás na Rússia e também à elevação dos preços da energia. Em toda a Europa os países procuram formas de diminuir o consumo de energia e ter como abastecer seus estoques de gás, já em preparo para a existência de um corte total.

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Em relação aos países vizinhos, a França não está tão exposta ao gás russo. No entanto, um volume recorde de interrupções de reatores nucleares levou o país a passar a importar energia quando, em outros momentos, ele seria um exportador.

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Imagem: J Shim / unsplash.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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