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Este alimento ficou mais caro em todas as capitais do Brasil

Item básico que faz parte da alimentação dos brasileiros cotidianamente ficou mais caro em todos os lugares do país. Saiba os motivos!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Diversos alimentos espalhados sobre uma superfície de madeira, dentre eles, ovos, frutas, legumes e folhas

De acordo com um levantamento realizado pela empresa Horus em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV), o ovo foi o alimento que ficou mais caro em todas as capitais do país dentre os itens da cesta básica.

Apenas neste ano, o preço médio da dúzia de ovos brancos subiu de R$ 10,49 para R$ 11,43. Os motivos para o aumento ainda estão relacionados com os efeitos da pandemia de Covid-19 e da Guerra da Ucrânia sobre as commodities. 

Além disso, as carnes ficaram mais altas nos últimos meses, o que fez com que o ovo se tornasse a principal fonte de proteína das famílias de baixa renda, fator que também explica o encarecimento. 

Aumento do preço do ovo nas capitais 

O aumento no preço do ovo variou nas capitais brasileiras. Veja. 

  • Fortaleza: + 4,7%;
  • São Paulo: + 4,1%;
  • Belo Horizonte: + 3%;
  • Brasília: + 2,9%.

Nas demais localidades, o valor do alimento que integra a cesta básica brasileira teve uma alta de menos de 2%.

Escalada no valor do item no último ano 

De fevereiro do ano passado a fevereiro deste ano, o preço da caixa com 30 dúzias de ovos registrou um aumento de 28,6%, sendo comercializado a R$ 174,89, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

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A Guerra da Ucrânia se relaciona com a escalada, uma vez que mais de 70% do custo de produção do item é composto pelo milho e farelo, usados para alimentar os animais. Para este tipo de commodity, o avanço foi de mais de 100% em decorrência do conflito.

Além das questões geopolíticas, há um fator cultural que também impactou o aumento dos preços. A Quaresma faz com que os brasileiros diminuam o consumo de carne e o principal substituto é o ovo. 

Conforme apontam analistas ouvidos pelo Uol, o item alimentício deve continuar caro no decorrer deste ano. 

Imagem: Ground Picture / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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