Um estudo mostrou que 186 bancos podem estar expostos a riscos semelhantes aos que levaram à quebra do Silicon Valley Bank (SVB). O levantamento divulgado pela Social Science Research Network estimou o montante de perda que os ativos de bancos dos Estados Unidos sofreram após o aumento de juros do Federal Reserve (Fed), o banco central do país norte-americano.
Estudo mostra que 186 bancos estão expostos a riscos
De acordo com os economistas que participaram da pesquisa, os juros altos aplicados pelo FED colocam os bancos em risco.
O SVB quebrou após a instituição elevar a taxa de juros do país, junto à queda no valor dos ativos e saques. Isso ocorre pelo valor desses ativos, atrelados aos juros, sofrerem com a marcação a mercado. Isso diminuiu seu valor, tornando-os menos atrativos frente a outros títulos com taxas mais altas.
O que é marcação ao mercado?
Os títulos de renda fixa são negociados em bolsa, contudo, estão vulneráveis à variação de preço. Tais aplicações são precificadas conforme a taxa a que estão atrelados. Sendo assim, caso os juros sofram alteração, ocorrerá uma marcação a mercado, que precificará o título de acordo com a nova taxa.
Juros altos colocam bancos em risco
De acordo com os economistas que participaram da pesquisa, os juros altos colocam os bancos em risco. Isso porque a maior parte da reserva de valor das instituições bancárias está em notas do Tesouro e empréstimos hipotecários. Sendo assim, a marcação a mercado é inversamente proporcional ao aumento dos juros.
Dessa forma, a pesquisa mostrou que, se somente a metade dos clientes das instituições bancárias, com depósitos não segurados, dedecidirem sacar os valores, 186 bancos estariam em “risco potencial de deterioração, com US$ 300 bilhões de depósitos segurados ameaçados”.
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A pesquisa mostrou que o SVB não era a instituição sob maior risco. “10% dos bancos analisados tem uma capitalização menor do que o SVB e registraram mais perdas em seus portfólios com a marcação a mercado”, afirmou o estudo.
Contudo, o SVB possuía 78% dos ativos financiados por depósitos não segurados, ou seja, mais vulneráveis a saques do que outras instituições bancárias, afirmaram os economistas.
Imagem: Krystyna Marych / shutterstock.com
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