A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) abriu, nesta quinta-feira (16), uma investigação contra a Samsung por suspeita de violação de patentes ligadas a chips de memória usados em produtos de inteligência artificial. A denúncia foi apresentada pela empresa de tecnologia Netlist e também envolve produtos que utilizam os componentes da fabricante sul-coreana, como equipamentos da Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro.
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O que a Netlist alega
A Netlist afirma que a Samsung utiliza, sem autorização, tecnologia patenteada de memória de alto desempenho em chips destinados a servidores e centros de dados usados para treinar e rodar modelos de inteligência artificial. A empresa pede que a USITC proíba a importação para os Estados Unidos de produtos que contenham os componentes em disputa.
Como funciona o processo na USITC
A comissão tem um prazo inicial de 45 dias para definir a data de conclusão da investigação, que costuma ocorrer em até 60 dias após essa etapa. Caso a violação seja confirmada, a USITC pode determinar uma ordem de exclusão que impede a entrada dos produtos citados no mercado americano.
Disputa não é nova
Este não é o primeiro embate judicial entre as duas empresas. Em 2024, a Netlist obteve uma decisão favorável de US$ 118 milhões contra a Samsung por violação de patentes semelhantes, e em 2023 já havia vencido outro processo, no valor de US$ 303 milhões, posteriormente contestado pela fabricante sul-coreana.
Contexto: corrida por chips de IA
O caso ocorre em meio à disputa acirrada entre fabricantes de semicondutores para atender à demanda crescente por chips de memória de alta performance, componente essencial para o funcionamento de data centers voltados à inteligência artificial.
