Ex-assessor de Lira, Luciano Ferreira Cavalcante, está entre os investigados pela operação Hefesto da Polícia Federal que investiga desvios de verbas em Alagoas. Hoje (01), a polícia cumpriu vários mandados de busca e apreensão, inclusive em endereços que têm ligação com o ex-assessor.
Ex-assessor de Lira é suspeito de desvios no interior do Brasil
Ex-assessor de Lira está entre os investigados da operação Hefesto da Polícia Federal. Saiba quanto dinheiro foi desviado!
A PF está investigando o desvio de verbas e fraude de licitação para a compra de kits de robótica para 46 cidades de Alagoas entre 2019 e 2022. Cavalcante atuou como assessor de Arthur Lira (PP-AL) quando ele era líder do PP na Câmara.
Antes disso, Cavalcante ocupou um cargo no escritório do senador Benedito de Lira (PP-AL), que é pai de Arthur Lira. Atualmente, ele estava lotado na liderança do PP na Câmara – cargo que André Fufuca (PP-AM) está ocupando.
Ex-assessor de Lira pode ter desviado mais de R$ 8 milhões
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o esquema funcionava da seguinte forma: restrições ilegais eram incluídas na licitação, de forma que apenas uma empresa conseguisse cumprir todos os critérios para participar do pregão.
Assim, os participantes do esquema conseguiam controlar a empresa que ganharia a licitação. Para a PF, o grupo desviou mais de R$ 8 milhões entre 2019 e 2022. Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) também investigou os contratos em questão.
No ano passado, o TCU deu um parecer indicando o cancelamento dos contratos e o fim dos repasses por conta das irregularidades encontradas no processo.
Operação Hefesto
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Durante a operação Hefesto, a PF cumpre 27 mandados de busca e apreensão e mais dois de prisão. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis dos envolvidos no valor total que desviaram.
A PF não divulgou o nome dos envolvidos, mas sabe-se que Cavalcante está entre eles. Numa das ações, os policiais encontraram um cofre cheio de dinheiro vivo no valor de aproximadamente R$ 4 milhões. Nem o ex-assessor de Lira, nem o presidente da Câmara falaram sobre a operação policial.
Imagem: Joédson Alves / Agência Brasil
