A Justiça de São Paulo determinou a realização de busca e apreensão na residência de um ex-funcionário do iFood, suspeito de vender informações sigilosas da empresa a concorrentes. O mandado foi cumprido pela Polícia Civil na terça-feira (21), em Itaquera, zona leste da capital paulista.
Espionagem no delivery: ex-executivo do iFood sob suspeita de vazar dados estratégicos
Justiça de SP ordena busca e apreensão em ex-funcionário do iFood acusado de vender informações sigilosas a consultoria chinesa CIC Global.
A ação faz parte de uma investigação que apura denúncias de espionagem corporativa, envolvendo consultorias estrangeiras e ex-funcionários da gigante brasileira de delivery.
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Investigação e denúncia

O caso teve início após denúncia formalizada pelo próprio iFood às autoridades. Segundo informações da polícia, consultorias chinesas vêm aliciando funcionários da empresa para obter dados estratégicos e sensíveis, que poderiam comprometer a competitividade da plataforma no mercado.
O ex-funcionário alvo do mandado confessou ter repassado informações sigilosas à consultoria chinesa CIC Global, recebendo em troca R$ 5.000. As autoridades seguem investigando a extensão do dano e se outros colaboradores da empresa também foram envolvidos.
O papel da CIC Global
A CIC Global, consultoria chinesa citada na investigação, teria interesse em informações detalhadas sobre o funcionamento interno do iFood, incluindo estratégias de mercado, dados de clientes e políticas internas de preços.
Especialistas em segurança corporativa alertam que casos como este não apenas prejudicam a empresa, mas também podem afetar diretamente os consumidores e o mercado de delivery no país.
Consequências para o ex-funcionário
O ex-funcionário investigado poderá responder por crimes contra o sigilo empresarial, com penas previstas no Código Penal que incluem detenção e multa. A Justiça paulista ainda analisa medidas cautelares adicionais, como bloqueio de bens e suspensão de atividades relacionadas à área de atuação na qual o crime foi cometido.
Investigação policial e coleta de provas
Durante a operação de busca e apreensão, a Polícia Civil recolheu computadores, celulares e outros dispositivos que possam conter informações repassadas ilegalmente. Técnicos em perícia digital vão analisar os dados, buscando evidências concretas do envio de informações à consultoria chinesa.
Especialistas em segurança da informação destacam a importância da perícia digital para comprovar não apenas a transferência de dados, mas também a intenção criminosa do acusado.
Reação do mercado e do iFood

A empresa iFood divulgou nota afirmando que está colaborando integralmente com as investigações e reforçando seus protocolos internos de segurança da informação. A companhia destacou que casos isolados não refletem a conduta de seus funcionários como um todo, mas que medidas preventivas serão intensificadas.
Mercado e analistas acompanham o caso de perto, pois a espionagem corporativa em grandes empresas de tecnologia pode impactar contratos, investimentos e até a imagem institucional da companhia.
Segurança corporativa: um desafio crescente
Com o aumento da digitalização, empresas de tecnologia enfrentam riscos significativos de vazamento de informações estratégicas. Profissionais de compliance e segurança da informação alertam que é essencial a implementação de políticas rigorosas, treinamento contínuo de funcionários e monitoramento de acessos internos para prevenir casos semelhantes.
Contexto legal da espionagem corporativa no Brasil
No Brasil, o crime de violação de sigilo empresarial é previsto no Código Penal, incluindo penas de reclusão de 2 a 5 anos e multa, dependendo da gravidade e do prejuízo causado à empresa. Casos que envolvem consultorias estrangeiras ou repasse de informações para concorrentes podem agravar a situação do acusado, tornando a investigação ainda mais complexa.
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Medidas preventivas adotadas pelo iFood
O iFood afirmou que intensificará medidas de proteção, incluindo:
- Criptografia de dados sensíveis;
- Monitoramento constante de acessos internos;
- Treinamento de funcionários sobre riscos de espionagem;
- Protocolos rígidos para transferência de informações externas.
Essas ações visam mitigar riscos futuros e preservar a confiança de clientes e parceiros comerciais.
Impactos no setor de delivery

Especialistas apontam que casos de espionagem corporativa podem gerar instabilidade no setor de delivery, afetando preços, concorrência e até decisões estratégicas de mercado. Além disso, podem influenciar investidores e acionistas sobre a segurança e confiabilidade das empresas envolvidas.
Repercussão e próximos passos
A Justiça de São Paulo deve acompanhar de perto o desenrolar do caso, analisando a responsabilidade do ex-funcionário e a extensão do envolvimento de consultorias externas. O processo pode servir de alerta para outras empresas do setor sobre a importância de políticas internas de segurança robustas.
Conclusão
O caso do ex-funcionário do iFood reforça a necessidade de empresas de tecnologia adotarem medidas rigorosas para proteger informações sensíveis. Além do impacto jurídico, a espionagem corporativa pode comprometer a reputação e a competitividade das empresas, tornando essencial a cooperação com autoridades e a implementação de práticas preventivas.
