Nos últimos dias, a senadora eleita Damares Alves (Republicanos), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, disse desconhecer a crise humanitária pela qual o povo Yanomami passava no período em que ela liderou a pasta, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ex-ministra Damares é acusada de negligenciar Yanomamis e vídeo repercute na web
Em meio à crise humanitária vivida pelo povo Yanomami, vídeo desmente posicionamento da ex-ministra Damares Alves. Saiba mais!
Contudo, um vídeo em que Ênio Mayanawa Yanomami, líder da etnia, aparece da Câmara dos Deputados, em 2022, alertando para a situação sub-humana vivida pelo grupo tem ganhado destaque nas redes. Simultaneamente, os questionamentos sobre a ex-ministra têm aumentado.
Afinal, o vídeo, datado de julho do ano passado, desmente o posicionamento de Damares sobre desconhecer o cenário. Dessa forma, internautas começaram a apontar a negligência contra o povo originário.
Repercussão contra Damares
Nas redes sociais, internautas questionaram a omissão da ex-ministra e do último governo frente à situação vivida pelos indígenas. O termo “mentirosa” foi um dos mais utilizados na rede social Twitter no início da semana, em alusão a Damares.
No vídeo que tem gerado debate, Mayanawa discursa, em comissão especial, sobre a situação vivida pelo grupo. Na ocasião, o líder Yanomami comentou sobre a invasão de garimpeiros à terra indígena e a situação de miséria passada pelas crianças.
“Os nossos filhos estão morrendo. Há vermes e malária. Por falta de simples medicamentos, o nosso sofrimento está aumentando cada vez mais. Hoje, nossos filhos estão morrendo, dentro do Distrito Yanomami, por causa dos vermes e da malária, mesmo havendo cura. Isso é um absurdo!”
Ênio Mayanawa Yanomami
Desdobramentos do caso
Ao mesmo tempo, vídeos de Jair Bolsonaro discursando contrariamente aos povos indígenas, tanto quando presidente como antes de assumir o cargo, também estão tomando as redes. Dessa forma, a pressão sobre o último governo aumenta.
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Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o novo governo estão adotando políticas emergenciais para reverter a situação, especialmente pelo quadro de miséria passado pelo povo Yanomami.
Assim, é esperado que integrantes do antigo governo, incluindo Damares, passem a ser investigados pelo caso.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
