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Exame admissional reprova? Entenda como funciona

Entenda como funciona o exame admissional, quando pode haver reprovação e quais medidas tomar em caso de resultado negativo.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Entrevista

Ingressar em uma nova empresa envolve uma série de etapas importantes, e uma das mais decisivas é o exame admissional. Essa avaliação médica, exigida por lei, serve para garantir que o trabalhador está em boas condições de saúde para assumir as funções previstas no cargo. Apesar de ser um procedimento rotineiro, muitas pessoas têm dúvidas sobre sua finalidade e, principalmente, se é possível ser reprovado nessa etapa.

O exame não apenas protege a empresa de riscos trabalhistas e operacionais, como também assegura ao funcionário um ambiente de trabalho adequado à sua condição física e mental. Mas afinal, o exame admissional reprova? E o que acontece se o candidato não for considerado apto?

Função preventiva do exame

Mulheres sentadas à mesa em entrevista de emprego. exame
Imagem: fizkes/shutterstock.com

Esse exame atua como uma medida preventiva, tanto para o empregador quanto para o empregado. Ele identifica possíveis limitações ou riscos à saúde que podem interferir na realização das atividades laborais, prevenindo acidentes e agravamento de doenças pré-existentes.

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Etapas do exame admissional

Avaliação clínica

A primeira etapa consiste em uma anamnese detalhada, na qual o médico coleta o histórico de saúde do trabalhador, doenças anteriores, uso de medicamentos, cirurgias e histórico familiar.

Exame físico

Em seguida, são realizados testes físicos e neurológicos simples, como verificação de pressão arterial, batimentos cardíacos, reflexos, força muscular, postura e movimentos.

Exames complementares

  • Radiografia de tórax
  • Audiometria (teste de audição)
  • Eletrocardiograma
  • Exames de sangue e urina
  • Teste de acuidade visual

Pode haver reprovação no exame admissional?

Reprovação é possível, mas não comum

Embora a maioria dos candidatos seja considerada apta para o trabalho, a reprovação no exame admissional pode ocorrer. Isso acontece quando o médico constata que a saúde do candidato é incompatível com as exigências do cargo.

Decisão é técnica e individual

O laudo médico, que define se o trabalhador está apto ou inapto, é técnico e leva em consideração tanto o estado clínico do candidato quanto os riscos inerentes à função.

O que pode levar a reprovação?

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Imagem: freepik/Freepik

Condições clínicas incompatíveis

Certas condições físicas podem tornar um trabalhador inapto para atividades específicas. Isso inclui:

  • Doenças crônicas não controladas, como diabetes ou hipertensão
  • Problemas cardíacos severos
  • Dificuldades de locomoção incompatíveis com cargos que exigem esforço físico
  • Problemas de visão ou audição sem correção adequada

Doenças transmissíveis

Se o candidato estiver com alguma doença infectocontagiosa em fase ativa, como tuberculose ou hepatite, pode ser considerado inapto temporariamente, até que o tratamento seja concluído.

Questões psicológicas

Doenças mentais que comprometam a atenção, julgamento ou controle emocional podem levar à reprovação, principalmente em funções que exigem alta responsabilidade, como direção de veículos ou operação de máquinas.

Uso de substâncias

O uso de álcool ou drogas ilícitas, identificado por meio de exames toxicológicos, pode resultar na inaptidão, principalmente em cargos sensíveis à segurança.

Profissões com maior risco de reprovação

Algumas funções têm exigências mais rigorosas quanto ao estado de saúde do trabalhador. Nesses casos, a margem para inaptidão é maior. Exemplos:

  • Motoristas de transporte coletivo
  • Operadores de máquinas pesadas
  • Trabalhadores da construção civil
  • Atividades com risco químico ou biológico

Caso de negativa

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Contratação pode ser cancelada

Se o laudo indicar que o candidato é inapto, a empresa pode desistir da contratação sem incorrer em infração trabalhista, já que o contrato ainda não foi formalizado.

Possibilidade de realocação

Em alguns casos, é possível que o trabalhador seja considerado inapto para determinada função, mas apto para outra dentro da mesma empresa.

Direito à contestação

O candidato tem direito de contestar a decisão médica, especialmente se considerar que o laudo foi equivocado ou preconceituoso.

Diferença entre exame admissional e periódico

Profissionais sentados aguardando entrevista de emprego em uma fileira. exame
Imagem: tsyhun / shutterstock.com
Tipo de ExameQuando é realizadoFinalidade
AdmissionalAntes da contrataçãoVerificar aptidão inicial do trabalhador
PeriódicoDurante o vínculo empregatícioMonitorar a saúde ao longo do tempo

Dúvidas frequentes

A empresa pode me impedir de ver o laudo médico?

Não. Você tem direito de solicitar uma cópia do atestado de saúde ocupacional (ASO), que indica o resultado do exame.

Posso fazer o exame em qualquer clínica?

A empresa deve indicar uma clínica credenciada, que tenha médico do trabalho habilitado, conforme as exigências legais.

O exame admissional pode detectar doenças antigas?

Sim, dependendo dos testes realizados e do histórico médico informado, condições anteriores podem ser identificadas.

Considerações finais

O exame é uma ferramenta fundamental para garantir que a contratação ocorra de forma segura e responsável, tanto para o trabalhador quanto para a empresa. Ao avaliar a aptidão física e mental do candidato, esse procedimento ajuda a prevenir acidentes, reduzir afastamentos e identificar condições que possam comprometer o desempenho profissional.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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