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Exames práticos para CNH batem recorde em 2026; entenda o que mudou na habilitação

Mais de 2,2 milhões de exames práticos para CNH foram realizados em 2026. Veja as mudanças nas regras, custos e critérios de aprovação.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
cnh exame

O processo para tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou por mudanças importantes em 2026 e já apresenta reflexos nos números oficiais.

Dados divulgados pelo Ministério dos Transportes mostram que mais de 2,2 milhões de exames práticos de direção foram realizados entre janeiro e maio, o maior volume registrado para o período desde o início da série histórica acompanhada pela pasta.

Além do aumento na procura pela habilitação, o governo também registrou recorde na emissão de novas CNHs e destacou uma economia bilionária para os candidatos após alterações nas regras do processo de formação de condutores.

As mudanças incluem redução de custos, padronização nacional do exame prático e novos critérios de avaliação, modificando a experiência de quem pretende conquistar a primeira habilitação.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Segundo o Ministério dos Transportes, foram realizados 2.280.021 exames práticos entre janeiro e maio de 2026.

O número representa um crescimento de 23,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido registrados 1.845.694 testes de direção.

O avanço demonstra que mais brasileiros decidiram iniciar o processo de obtenção da CNH após as mudanças promovidas pelo governo federal.

Outro dado que reforça esse movimento é o aumento na quantidade de cursos práticos realizados.

Foram registrados 2.343.393 treinamentos de direção, aproximadamente 20% acima do observado no mesmo intervalo do ano anterior.

Número de novas CNHs também bate recorde

O crescimento da demanda refletiu diretamente na emissão de novos documentos.

Entre janeiro e maio de 2026, 1.138.190 brasileiros receberam a primeira habilitação, o maior volume já registrado para esse período.

Segundo o Ministério dos Transportes, mesmo com o aumento significativo da procura, não houve crescimento expressivo nas filas para realização dos exames finais.

O que mudou nas regras da CNH em 2026

O aumento da procura está diretamente relacionado às mudanças implementadas pelo governo federal no processo de obtenção da primeira habilitação.

Entre as principais alterações está a flexibilização de algumas etapas da formação dos candidatos.

Fim da obrigatoriedade do curso teórico em autoescola

Uma das medidas que mais impactaram os custos foi a retirada da obrigatoriedade do curso teórico realizado em centros de formação de condutores.

Os candidatos continuam precisando demonstrar conhecimento sobre legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e demais conteúdos exigidos, mas ganharam maior liberdade para escolher a forma de preparação.

Essa mudança reduziu significativamente o custo total para obtenção da CNH.

Economia ultrapassa R$ 1,8 bilhão

Segundo o Ministério dos Transportes, a flexibilização do curso teórico gerou uma economia superior a R$ 1,84 bilhão para os candidatos em todo o Brasil.

Em alguns estados, apenas essa etapa podia custar cerca de R$ 1 mil por pessoa.

Antes das mudanças, o valor total necessário para obter a primeira habilitação frequentemente variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, dependendo da unidade da federação.

Com a redução das despesas obrigatórias, mais brasileiros passaram a considerar viável iniciar o processo de habilitação.

Exame prático ganha regras padronizadas

Outra mudança importante foi a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.

O documento estabelece critérios unificados para aplicação da prova prática em todo o país.

Até então, alguns procedimentos variavam entre os estados, gerando diferenças na avaliação dos candidatos.

A padronização busca tornar o processo mais uniforme e transparente.

Baliza deixa de ser etapa obrigatória

Entre as alterações que mais chamaram atenção está o fim da obrigatoriedade da baliza como etapa eliminatória do exame.

Isso não significa que a manobra tenha sido proibida ou deixado de ser ensinada durante o processo de formação.

A mudança apenas retira a exigência de que ela faça parte obrigatoriamente da avaliação prática em todas as situações.

Novo sistema de pontuação

O exame também passou a utilizar um sistema de pontos semelhante ao empregado em diversas avaliações internacionais.

As faltas cometidas durante a prova recebem diferentes pesos.

Como funciona a pontuação

As penalizações são distribuídas da seguinte forma:

  • Falta leve: 1 ponto;
  • Falta média: 2 pontos;
  • Falta grave: 4 pontos;
  • Falta gravíssima: 6 pontos.

O candidato poderá ser aprovado desde que a soma das infrações não ultrapasse 10 pontos.

Ao atingir esse limite, ocorre a reprovação automática.

Fim da eliminação imediata

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Outra mudança importante é o encerramento da chamada eliminação instantânea.

Anteriormente, determinadas infrações encerravam imediatamente o exame.

Agora, mesmo após cometer uma falta considerada grave, o candidato continua realizando a prova até o final.

A aprovação ou reprovação passa a depender da pontuação acumulada durante toda a avaliação.

O objetivo é permitir uma análise mais completa da condução do participante.

Por que a procura pela CNH aumentou

Especialistas apontam que diversos fatores ajudam a explicar o crescimento da demanda.

Entre eles estão:

Menor custo

A redução das despesas tornou o processo mais acessível para milhares de brasileiros.

Processo mais flexível

A modernização das regras também diminuiu parte da burocracia envolvida na obtenção da habilitação.

Mercado de trabalho

Em diversas profissões, possuir CNH continua sendo um diferencial importante.

Motoristas profissionais, representantes comerciais, técnicos de manutenção e trabalhadores de aplicativos estão entre os profissionais que frequentemente precisam da habilitação para ampliar suas oportunidades.

O que permanece igual

Apesar das mudanças, alguns requisitos continuam obrigatórios.

O candidato ainda precisa:

  • Ser aprovado no exame médico;
  • Realizar avaliação psicológica quando exigida;
  • Passar na prova teórica;
  • Ser aprovado no exame prático;
  • Cumprir os requisitos legais previstos pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Ou seja, as alterações não eliminaram a necessidade de comprovar conhecimentos e habilidades para dirigir.

O que esperar nos próximos meses

CNH
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os dados divulgados pelo Ministério dos Transportes indicam que a procura pela primeira habilitação deve continuar elevada ao longo de 2026.

A combinação entre redução de custos, regras mais padronizadas e maior flexibilidade no processo de formação contribuiu para ampliar o acesso à CNH sem alterar a exigência de aprovação nas avaliações oficiais.

Caso a tendência seja mantida, o ano poderá encerrar com um novo recorde de emissões de primeiras habilitações, consolidando as mudanças implementadas pelo governo como um dos principais fatores de transformação no sistema brasileiro de formação de condutores.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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