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Facebook resgata função de cutucar e convida usuários a interagir novamente

O Facebook resgata a função de cutucar e aposta em gamificação para atrair jovens. Entenda como funciona o recurso e seus impactos na interação online.

Kayky SantosPor Kayky Santos6 min de leitura
Facebook

O Facebook resgata a função de cutucar e busca transformar uma das ferramentas mais antigas da rede social em um novo motor de engajamento. O recurso, que nunca foi oficialmente removido, mas estava praticamente esquecido pelos usuários, volta agora ao centro da experiência com uma roupagem mais moderna. A Meta espera que a iniciativa consiga atrair especialmente os jovens, inspirando-se em dinâmicas de gamificação presentes em aplicativos como Snapchat e TikTok.

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Como funciona o novo botão de cutucar

Facebook
Imagem: Gil C / shutterstock.com

O botão de cutucar está novamente disponível nos perfis de amigos e gera uma notificação para quem recebe a interação. Dessa forma, o gesto mantém sua simplicidade, mas ganha novos elementos para torná-lo mais atrativo.

Página especial para acompanhar interações

Além do botão, a Meta criou uma página dedicada em que os usuários podem:

  • Acompanhar quem os cutucou.
  • Encontrar novos amigos para cutucar.
  • Conferir a contagem acumulada de cutucadas.

Esse número cresce conforme a interação é repetida. Caso a pessoa não queira continuar participando, pode simplesmente descartar a notificação.

Ícones e recompensas visuais

Para tornar a experiência mais envolvente, o Facebook adicionou ícones especiais que aparecem conforme a contagem aumenta. Emojis de fogo ou o número 100, por exemplo, funcionam como recompensas visuais, incentivando a continuidade da interação. Essa estratégia segue a lógica de aplicativos que utilizam recursos de repetição para manter os usuários engajados.

Por que a Meta decidiu reviver o cutucar

Segundo a empresa, a volta do recurso está ligada ao comportamento da Geração Z. Os jovens estão cada vez mais acostumados com dinâmicas de interação rápidas e repetitivas, como os streaks do Snapchat.

Testes anteriores já mostraram resultados

Em 2024, a Meta fez um teste limitado que facilitava o acesso ao cutucar. O resultado foi imediato: o número de cutucadas cresceu 13 vezes em apenas um mês, segundo a própria companhia. O experimento deu confiança para expandir a estratégia e colocar o recurso de volta em evidência em 2025.

Elemento de nostalgia aliado à inovação

O cutucar é um dos recursos mais icônicos dos primeiros anos do Facebook. Embora nunca tenha tido uma definição clara, sempre foi interpretado como uma forma de chamar atenção, flertar ou provocar amigos. Ao resgatá-lo, a Meta combina nostalgia para os mais velhos com uma abordagem gamificada que conversa diretamente com os mais jovens.

A gamificação como estratégia de engajamento

A aposta na gamificação é central na volta do cutucar. Em vez de ser apenas um gesto simbólico, o recurso passa a funcionar como uma espécie de jogo dentro da rede social, criando motivação para interações repetidas.

Comparação com Snapchat e TikTok

O Snapchat consolidou o modelo dos streaks, que registram a quantidade de dias consecutivos em que duas pessoas trocam mensagens. O TikTok, por sua vez, mantém os jovens presos à plataforma com interações constantes por meio de desafios e recompensas visuais.

Ao trazer elementos semelhantes, o Facebook tenta reposicionar o cutucar como um recurso atual e competitivo frente a essas redes sociais.

Potencial de engajamento contínuo

Especialistas em tecnologia afirmam que a gamificação aumenta significativamente a retenção dos usuários. Pequenos estímulos visuais ou contagens acumulativas despertam o instinto humano de progressão e conquista, o que pode manter pessoas conectadas por mais tempo.

Críticas e preocupações

Apesar do entusiasmo da Meta, a volta do cutucar não é isenta de críticas.

Natureza viciante da mecânica

Pesquisadores como Jonathan Haidt, autor do livro The Anxious Generation, já alertaram para o potencial viciante de recursos como os streaks. Nos Estados Unidos, esses mecanismos chegaram a ser alvo de investigações regulatórias por supostamente explorar a vulnerabilidade de públicos jovens.

Com a reintrodução do cutucar em versão gamificada, críticos temem que o Facebook repita práticas que já foram apontadas como problemáticas.

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Relevância entre a Geração Z

Outro desafio para a Meta é conquistar um público que, em muitos mercados, já não enxerga o Facebook como sua principal rede social. A Geração Z migrou em grande parte para plataformas como TikTok e Instagram, que oferecem dinâmicas mais rápidas e visuais. O cutucar pode ser um atrativo curioso, mas não há garantia de que será suficiente para mudar essa tendência.

O papel do Facebook no cenário atual

Apesar da perda de espaço entre os jovens, o Facebook segue como uma das maiores plataformas digitais do mundo, com bilhões de usuários ativos e forte peso financeiro para a Meta.

Foco em novos recursos e na comunidade

Nos últimos anos, a empresa tem apostado em ferramentas que reforçam a interação em comunidades, como grupos e eventos. O cutucar se soma a esse movimento, oferecendo uma forma de estimular o contato direto entre amigos em um ambiente que se tornou cada vez mais amplo e impessoal.

Tentativa de manter relevância

Ao reviver um recurso do passado e dar a ele novos significados, a Meta demonstra sua preocupação em manter o Facebook relevante frente à concorrência. A rede social ainda é dominante em diversos mercados e faixas etárias, mas precisa inovar constantemente para não perder força.

A recepção dos usuários

Desde o anúncio, a volta do cutucar tem gerado reações mistas. Parte do público recebe a novidade com nostalgia, lembrando dos primeiros anos da rede social. Outros a veem como uma tentativa desesperada de recuperar relevância entre os mais jovens.

Um recurso em aberto à interpretação

Assim como no passado, o cutucar continua sem definição oficial. Pode ser interpretado como brincadeira, gesto de afeto ou provocação. Essa ambiguidade, somada à nova camada de gamificação, pode ser justamente o que mantém o recurso interessante para públicos variados.

Nostalgia e estratégia de futuro no mesmo gesto

Facebook
Imagem: Jirapong Manustrong / Shutterstock.com

O Facebook resgata a função de cutucar não apenas como um aceno ao passado, mas como parte de uma estratégia maior de engajamento. Ao apostar na gamificação, a Meta tenta transformar uma interação simples em uma dinâmica contínua capaz de atrair jovens e reter usuários antigos.

Resta saber se o recurso conseguirá superar as críticas sobre seu potencial viciante e se terá força suficiente para reposicionar o Facebook como protagonista entre as novas gerações. Seja como for, o cutucar volta ao centro das atenções e promete movimentar a rede social nos próximos meses.

Kayky Santos

Autor

Kayky Santos

Kayky Santos é coordenador com expertise em gestão de pessoas, além de estrategista em mídias sociais, tráfego pago e SEO. Atua diretamente na criação, curadoria e publicação de conteúdos no portal Seu Crédito Digital, com foco em benefícios sociais, economia e mercado financeiro. É especialista em estruturar pautas que ajudam os leitores a tomar decisões mais informadas e seguras no dia a dia. Sua abordagem alia análise técnica com linguagem acessível, tornando temas complexos mais fáceis de entender.

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