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De lotéricas a serviços de emergência: veja quem ainda depende da rede da Oi

Falência da Oi preocupa lotéricas, órgãos públicos e números de emergência. Veja quais serviços ainda dependem da operadora e o que muda.

Bruna MachadoPor Bruna Machado··15 min de leitura
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A Oi perdeu espaço no mercado de telecomunicações, vendeu a operação móvel e reduziu drasticamente sua presença no atendimento ao consumidor. Mesmo assim, parte da infraestrutura que permanece sob sua responsabilidade continua sustentando serviços que não podem simplesmente sair do ar.

Casas lotéricas, órgãos públicos, sistemas de segurança, empresas de energia e números de emergência ainda utilizam conexões, circuitos ou estruturas vinculadas à companhia. Essa dependência ajuda a explicar por que a Justiça e a Agência Nacional de Telecomunicações acompanham a falência com atenção especial.

A confirmação da quebra não significa que os serviços serão desligados imediatamente. A prioridade agora é realizar uma transição organizada, preservando atividades essenciais enquanto contratos e operações são assumidos por outros fornecedores.

Entenda quem ainda depende da Oi, quais serviços estão em risco e o que pode mudar para consumidores, empresas e órgãos públicos.

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Por que a falência da Oi preocupa além dos credores?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou, em 25 de agosto de 2026, a conversão da recuperação judicial da Oi em falência.

A empresa acumula cerca de R$ 44 bilhões em dívidas e mais de 164 mil credores. O processo envolve bancos, fundos, fornecedores, microempresas e mais de 8 mil trabalhadores.

A preocupação, porém, não se limita aos pagamentos.

Apesar de muito menor do que no passado, a estrutura da Oi ainda participa de operações utilizadas diariamente por órgãos públicos e empresas privadas. Uma interrupção sem planejamento poderia afetar atendimentos, transmissões de dados e comunicações essenciais.

A companhia também depende de fornecedores terceirizados para manter parte desses serviços. Quando a Oi atrasa pagamentos, essas empresas podem reduzir ou interromper atividades, criando um efeito em cadeia.

Foi justamente o que ocorreu no início de agosto, quando a Sitelbra suspendeu conexões prestadas à Oi. A Justiça precisou intervir e determinar o restabelecimento dos links.

A falência significa que a Oi será desligada?

Não. A falência não funciona como um interruptor capaz de encerrar todas as operações de uma empresa no mesmo dia.

O processo busca identificar os bens disponíveis, vender ativos, organizar os credores e pagar as dívidas conforme a ordem prevista em lei. Durante essa etapa, determinadas atividades podem ser mantidas quando forem necessárias para preservar serviços, contratos ou o valor do patrimônio.

A Lei nº 11.101/2005 permite que o administrador judicial mantenha contratos cuja continuidade evite prejuízos maiores ou ajude a preservar os ativos da massa falida.

No caso da Oi, a preocupação é ainda maior porque existem serviços de interesse coletivo envolvidos.

A Anatel informou que pretende trabalhar em cooperação com a Justiça e com o administrador judicial para garantir uma transição organizada e sem interrupções.

Isso não garante que nunca haverá instabilidade. Significa que eventuais desligamentos, migrações ou substituições de fornecedores deverão ser planejados e fiscalizados.

O que ainda resta da Oi?

A empresa atual é muito diferente da antiga operadora que oferecia telefonia móvel, fixa, internet, televisão por assinatura e outros produtos para milhões de consumidores.

A operação móvel foi vendida e dividida entre Claro, TIM e Vivo. A infraestrutura de fibra óptica passou a ser concentrada na V.tal, empresa na qual a Oi manteve uma participação que também entrou nos planos de venda.

Entre os principais negócios remanescentes está a Oi Soluções, voltada ao atendimento corporativo.

Também permanecem operações relacionadas à telefonia fixa, interconexão entre redes, telefones públicos, números de emergência e atendimento em localidades onde a companhia ainda possui obrigações específicas.

Parte desses ativos já foi negociada, mas a transferência depende de autorizações e etapas regulatórias. Até a conclusão, a Oi continua ligada à prestação dos serviços.

Quem ainda depende da Oi?

A carteira remanescente reúne clientes privados e contratos com diferentes esferas do poder público.

Os casos conhecidos ajudam a dimensionar a importância da transição.

Casas lotéricas da Caixa

A Caixa Econômica Federal aparece entre os principais clientes corporativos da Oi.

Documentos apresentados no processo judicial mencionam 14 contratos destinados a garantir conectividade a aproximadamente 13 mil casas lotéricas em todo o país.

Essas conexões podem ser utilizadas para acessar sistemas da Caixa e realizar operações como:

  • registro de apostas;
  • recebimento de contas;
  • pagamento de benefícios;
  • movimentações bancárias;
  • consulta de informações;
  • transmissão de dados das unidades.

Isso não significa que todas as 13 mil lotéricas ficaram sem serviço durante a crise recente.

No início de agosto, o corte realizado pela Sitelbra atingiu diretamente 70 unidades lotéricas distribuídas por 18 estados, segundo os dados citados na decisão judicial. O episódio demonstrou, entretanto, como a suspensão de um único fornecedor pode alcançar diversos pontos do país.

Por que as lotéricas dependem de links específicos?

As casas lotéricas não operam apenas com uma conexão residencial comum. Elas precisam transmitir informações financeiras com segurança e estabilidade.

Um link de dados funciona como uma estrada digital entre a unidade e os sistemas da Caixa. Se essa estrada for interrompida, determinados serviços podem ficar indisponíveis mesmo que a lotérica tenha eletricidade e outros meios de acesso à internet.

Por isso, a migração para outra operadora exige testes, segurança, instalação de equipamentos e planejamento. A troca não pode ser feita apenas conectando o computador a qualquer rede disponível.

Números de emergência

A estrutura de telefonia fixa da Oi está ligada à operação de números tridígitos de emergência e utilidade pública.

Entre eles estão:

  • 190, da Polícia Militar;
  • 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência;
  • 193, do Corpo de Bombeiros;
  • canais da Defesa Civil;
  • atendimentos das polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal;
  • serviços vinculados à Marinha;
  • outros números públicos de atendimento.

Esses códigos precisam funcionar a partir de diferentes redes. Quando alguém liga para o 190, por exemplo, a chamada precisa ser encaminhada corretamente ao centro responsável pela localidade.

A operação envolve tradução do número, interconexão entre empresas e direcionamento ao destino correto. Uma falha nessa estrutura pode fazer com que a ligação não complete ou seja enviada para o local errado.

Os números de emergência já foram vendidos?

A unidade de telefonia fixa da Oi foi arrematada pela Método Telecomunicações em abril de 2026 por R$ 60,1 milhões.

O pacote inclui:

  • telefonia fixa;
  • números de emergência;
  • interconexão entre redes;
  • torres e outros equipamentos;
  • telefones públicos;
  • carteira de clientes;
  • contratos com fornecedores;
  • obrigações de continuidade.

A Oi formalizou o contrato de venda em julho. A conclusão da transferência, entretanto, depende de condições como a aprovação da Anatel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Enquanto a operação não for efetivamente concluída, a responsabilidade não muda de mãos de maneira instantânea.

A futura operadora também terá de apresentar garantias de que possui capacidade para manter os serviços, especialmente em regiões onde há poucas alternativas.

Localidades atendidas pela telefonia fixa

A unidade adquirida pela Método envolve serviços em mais de 7,4 mil localidades.

Em parte desses lugares, a Oi ainda desempenha uma função semelhante à de operadora de último recurso. Isso ocorre quando não existe outra prestadora disponível para oferecer determinadas ligações fixas.

O compromisso de continuidade está previsto até dezembro de 2028.

Essa obrigação é relevante em áreas rurais, municípios pequenos e regiões onde a instalação de novas redes pode não ser economicamente atraente para grandes operadoras.

Nesses casos, desligar a estrutura antes da substituição poderia deixar moradores, serviços municipais e unidades públicas sem uma alternativa equivalente.

Sistemas de segurança pública

A estrutura vinculada à Oi também aparece em contratos utilizados por governos estaduais.

Na Bahia, circuitos de dados associados ao sistema de videomonitoramento da Secretaria da Segurança Pública foram incluídos entre os links atingidos pela interrupção da Sitelbra.

A decisão judicial mencionou 294 circuitos que davam suporte às câmeras do projeto de segurança.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia afirmou, contudo, que não houve interrupção nem alteração no videomonitoramento. Segundo o órgão, a situação estava sendo acompanhada.

A diferença entre as informações pode ocorrer porque um circuito afetado não leva necessariamente à paralisação do sistema inteiro. Redes críticas podem ter rotas alternativas, redundância ou outros mecanismos de contingência.

Ainda assim, o caso demonstrou o risco de manter estruturas públicas dependentes de contratos com uma companhia em grave crise financeira.

Empresas de energia

A interrupção realizada pela Sitelbra também atingiu circuitos ligados à Enel no Ceará.

Os dados apresentados à Justiça mencionavam 36 circuitos, com indisponibilidade total em 34 localidades.

Empresas de energia utilizam redes de telecomunicações para conectar unidades, transmitir dados, acompanhar equipamentos, processar atendimentos e integrar sistemas internos.

Uma falha de conectividade não significa necessariamente falta de energia para todos os consumidores. O impacto depende da função desempenhada pelo circuito afetado.

Mesmo quando o fornecimento elétrico continua, lojas de atendimento, sistemas administrativos ou estruturas de comunicação podem apresentar problemas.

Prefeituras e governos estaduais

A Oi Soluções mantém contratos com administrações estaduais e municipais.

Os serviços podem incluir:

  • internet dedicada;
  • telefonia fixa;
  • redes privadas;
  • transporte de dados;
  • conexão entre prédios públicos;
  • hospedagem e armazenamento;
  • segurança digital;
  • comunicação entre secretarias;
  • suporte a sistemas de atendimento.

A Prefeitura de João Pessoa, por exemplo, identificou preliminarmente um contrato firmado em 2022 para serviços de dados, internet, banda larga e telefonia.

O município informou que trabalha na implantação gradual de uma rede própria para reduzir a dependência de operadoras externas. Também iniciou uma apuração para saber quais unidades ainda utilizavam os serviços contratados.

Esse tipo de levantamento será necessário em outras administrações. Contratos antigos podem continuar ativos em determinados prédios mesmo depois de migrações parciais.

Empresas privadas também permanecem entre os clientes

A Oi Soluções não atende apenas governos.

A carteira da divisão inclui grandes empresas que utilizam conectividade, telefonia, computação em nuvem, segurança digital e integração de unidades.

Foram mencionados em documentos e reportagens clientes dos setores de:

  • varejo;
  • energia;
  • finanças;
  • logística;
  • indústria;
  • serviços;
  • infraestrutura.

Para essas empresas, a falência não significa perda automática do contrato. O administrador judicial pode manter a prestação, negociar uma transferência ou organizar a migração.

Clientes corporativos, porém, tendem a reforçar planos de contingência para evitar que uma interrupção afete lojas, centros de distribuição, pagamentos ou atendimento.

Quantos clientes a Oi Soluções ainda possui?

A Oi Soluções encerrou fevereiro de 2026 com cerca de 9,2 mil clientes ativos, segundo relatório da administração judicial.

Em fevereiro de 2025, eram aproximadamente 16,9 mil. A redução foi de 45% em um ano.

A perda da carteira mostra que empresas e órgãos públicos já vinham migrando para outros fornecedores antes da confirmação da falência.

Apesar da queda, 9,2 mil clientes representam uma operação relevante. Muitos desses contratos conectam várias unidades, o que faz o número de pontos atendidos ser muito superior ao total de clientes.

Uma empresa pode ser contabilizada como um cliente, mas possuir centenas de lojas, agências ou prédios interligados.

Como um fornecedor da Oi conseguiu interromper tantos serviços?

Nem toda conexão comercializada pela Oi é mantida exclusivamente por equipamentos ou funcionários próprios.

Em determinadas localidades, a companhia contrata empresas parceiras para fornecer circuitos, instalar redes ou prestar manutenção.

A Sitelbra era uma dessas fornecedoras. Diante de atrasos nos pagamentos, interrompeu links a partir de 1º de agosto.

Segundo os dados apresentados à Justiça, a medida alcançou:

  • 1.066 links de clientes em 26 unidades da Federação;
  • 70 casas lotéricas em 18 estados;
  • 294 circuitos ligados às câmeras de segurança na Bahia;
  • 36 circuitos vinculados à Enel no Ceará.

A juíza responsável determinou o restabelecimento em até 12 horas e estabeleceu multa diária de R$ 5 milhões em caso de descumprimento.

Ao mesmo tempo, a decisão reconheceu que um fornecedor não pode ser obrigado indefinidamente a trabalhar sem receber. Esse é um dos principais desafios da transição: manter serviços essenciais enquanto a empresa não possui caixa suficiente para pagar todos os parceiros.

O que significa “infraestrutura da Oi” nesse contexto?

A expressão pode causar confusão.

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Em alguns casos, o equipamento pertence à própria Oi. Em outros, a companhia apenas gerencia o contrato e utiliza rede de fornecedores. Também existem serviços que trafegam por infraestrutura pertencente a empresas como a V.tal.

Por isso, uma conexão “da Oi” pode reunir diferentes camadas:

  1. contrato comercial assinado com a Oi;
  2. gerenciamento realizado pela Oi Soluções;
  3. circuito fornecido por uma empresa terceirizada;
  4. fibra pertencente a outra companhia;
  5. equipamentos instalados no cliente;
  6. interconexão com redes de outras operadoras.

Essa estrutura explica por que a migração não é simples. Não basta transferir uma fatura para outra empresa. É preciso reorganizar contratos, acessos, equipamentos, sistemas e responsabilidades técnicas.

O consumidor residencial precisa se preocupar?

A resposta depende do serviço utilizado.

Quem já migrou da antiga Oi Móvel para Claro, TIM ou Vivo não depende mais da Oi para aquela linha móvel.

Clientes de fibra podem estar vinculados a operações que utilizam a rede da V.tal, mas devem verificar qual empresa aparece no contrato e na fatura.

Usuários de telefonia fixa ainda associados à operação remanescente precisam acompanhar os comunicados sobre a transferência para a Método.

Até que uma mudança seja oficialmente informada:

  • continue pagando apenas pelos canais habituais;
  • não aceite troca de equipamento solicitada por mensagem suspeita;
  • não forneça senhas ou códigos;
  • guarde faturas e protocolos;
  • registre falhas no atendimento;
  • consulte a Anatel se o problema não for resolvido;
  • não cancele o serviço antes de confirmar uma alternativa.

A falência não autoriza a empresa a cobrar por um serviço que não foi prestado. Os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor e nas normas da Anatel continuam valendo.

Lotéricas e serviços de emergência podem parar?

O risco de falhas pontuais existe, como demonstrou o episódio envolvendo a Sitelbra. Uma paralisação geral e imediata, porém, é justamente o cenário que a Justiça e a Anatel procuram evitar.

Para os números de emergência, a transição precisa preservar o encaminhamento das chamadas.

Nas lotéricas, a Caixa pode buscar circuitos alternativos, contratar outros fornecedores ou realizar migrações graduais. Esse trabalho exige tempo porque envolve milhares de unidades.

A possibilidade mais provável é uma substituição por etapas, com planos de contingência para as estruturas mais críticas.

Qual é o papel da Anatel?

A Anatel regula os serviços de telecomunicações no Brasil.

No caso da Oi, a agência participa da análise da transferência da telefonia fixa e acompanha a continuidade das obrigações associadas aos serviços públicos.

Entre as questões que precisam ser avaliadas estão:

  • capacidade técnica da nova operadora;
  • garantias financeiras;
  • atendimento em localidades remotas;
  • continuidade dos números de emergência;
  • interconexão com outras redes;
  • manutenção de telefones públicos;
  • proteção dos consumidores;
  • cumprimento das obrigações até 2028.

A agência pode estabelecer condições antes de autorizar a transferência.

Isso é importante porque comprar o ativo não basta. A nova empresa precisa demonstrar que consegue manter uma operação nacional complexa.

O que acontece com os contratos após a falência?

Os contratos não são encerrados automaticamente.

O administrador judicial pode decidir pela continuidade quando ela evitar o aumento das dívidas, preservar o valor de um ativo ou for necessária para manter serviços essenciais.

Também pode ocorrer:

  • transferência para outra empresa;
  • renegociação;
  • substituição do fornecedor;
  • encerramento planejado;
  • migração para rede própria;
  • venda da unidade responsável pelo serviço.

O cliente deve ser avisado quando houver mudança relevante. No setor público, a substituição também precisa respeitar regras administrativas e contratuais.

O que deve acontecer agora?

A falência inicia uma etapa de liquidação dos ativos, mas a transição dos serviços poderá ocorrer paralelamente.

No caso da telefonia fixa e dos números de emergência, a venda para a Método já foi formalizada, mas ainda depende da conclusão das análises regulatórias.

A Oi Soluções continua sendo um dos ativos mais importantes. Tentativas anteriores de venda enfrentaram dificuldades, o que aumenta a incerteza sobre o futuro da divisão.

Governos, empresas e a Caixa deverão acelerar planos para reduzir a dependência da operadora. Isso pode envolver contratação de novos links, redes redundantes e migração de sistemas.

Para consumidores, o próximo passo é acompanhar os comunicados oficiais e registrar qualquer falha. Para órgãos públicos e empresas, a prioridade deve ser identificar serviços críticos e garantir uma rota alternativa antes do encerramento dos contratos atuais.

Perguntas frequentes

A falência da Oi vai interromper os serviços imediatamente?

Não. A Justiça, o administrador judicial e a Anatel trabalham para manter os serviços essenciais durante uma transição organizada.

Quantos clientes a Oi Soluções ainda possui?

A divisão tinha cerca de 9,2 mil clientes ativos em fevereiro de 2026, uma queda de 45% em comparação com o mesmo mês de 2025.

Todas as lotéricas dependem da Oi?

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Documentos citam contratos relacionados à conectividade de aproximadamente 13 mil lotéricas. Isso não significa que todas utilizem exclusivamente a mesma conexão ou tenham sido afetadas pela interrupção recente.

Quantas lotéricas ficaram sem conexão em agosto?

A decisão judicial mencionou 70 unidades distribuídas por 18 estados entre os pontos diretamente afetados pelo corte da Sitelbra.

Os números 190, 192 e 193 podem parar?

A operação desses números exige continuidade. A unidade responsável foi vendida para a Método, mas a transferência depende de etapas regulatórias e precisa preservar o atendimento.

A Oi ainda possui telefonia móvel?

Não. A operação móvel foi vendida e dividida entre Claro, TIM e Vivo.

Quem comprou a telefonia fixa da Oi?

A Método Telecomunicações arrematou a unidade por R$ 60,1 milhões. A conclusão do negócio ainda depende de condições como as aprovações da Anatel e do Cade.

O que o cliente deve fazer se o serviço parar?

Deve registrar protocolo na operadora. Se o problema não for resolvido, pode procurar a ouvidoria, a Anatel e os órgãos de defesa do consumidor.

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