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Famosa empresa se afunda em dívida de quase R$ 20 milhões e pede recuperação judicial

Empresa pede recuperação judicial com dívida milionária e culpa aumento dos custos de operação. Entenda o caso!

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Notas de Real em cima de uma calculadora com um papel escrito Recuperação Judicial no topo

Mais uma empresa brasileira entrou com pedido de recuperação judicial por conta de dívidas milionárias. Dessa vez, foi um dos maiores grupos de logística, que está no mercado há quase 40 anos, com atuação nas Regiões Sul e Sudeste do país.

O Grupo Expresso Leomar é formado por 3 empresas de logística: Expresso Leomar, Fritz Express e L. Schussler & CIA, todas com sede na cidade de Lajeado, no Rio Grande do Sul. Apesar de ser um dos maiores do setor na sua região, o grupo acumulou uma dívida de R$ 20 milhões nos últimos anos.

Diante da situação, e para resguardar as contas das companhias, o grupo inteiro entrou com um pedido de recuperação judicial na última segunda-feira. A 2ª Vara Cível da Comarca de Lajeado é responsável pelo processo e a juíza Carmen Luiza Rosa Constante está analisando o pedido.

Antes de pedir recuperação judicial, grupo conseguiu medida cautelar de urgência

Os problemas financeiros do Grupo Expresso Leomar começaram durante a época da pandemia da Covid-19, quando foi preciso parcelar o pagamento de impostos. No entanto, a dívida com o Fisco aumentou e a empresa não foi capaz de pagar os débitos.

Por conta disso, a companhia sofre com o bloqueio de saldo das suas contas, uma vez que compromete a sua capacidade de cumprir com as obrigações financeiras. Assim, o grupo conseguiu uma medida cautelar de urgência para evitar novos bloqueios e proteger o patrimônio da cobrança de credores.

Essa foi a primeira etapa para o pedido de recuperação judicial. De acordo com a direção da Expresso Leomar, essa medida é necessária para manter as operações do grupo e garantir que todos os credores recebam o seu dinheiro sem colocar em risco o emprego e a existência do negócio.

Alta dos combustíveis

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A empresa diz que a principal razão para o pedido de recuperação judicial foi a alta no preço do óleo diesel nos últimos anos. Desse modo, os custos operacionais do grupo cresceram muito, enquanto o rendimento acabou caindo.

Entretanto, mesmo com uma dívida de R$ 20 milhões, o grupo ainda está conseguindo manter os salários dos funcionários em dia.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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