Na quarta-feira passada (1°), o iFood anunciou a demissão em massa de 355 empregados, que resultou em uma baixa de 6,4% no quadro de funcionários. Contudo, a situação, que já não era agradável, atingiu os usuários do aplicativo da famosa empresa do ramo de delivery.
Famosa empresa sofre instabilidades após demissão em massa de funcionários
A demissão em massa fez com que 355 pessoas perdessem seus empregos. Entenda a situação que a empresa está passando.
Acontece que, dois dias após o anúncio, inúmeras foram as reclamações de que o aplicativo do iFood passava por instabilidades. A razão pela qual o problema foi gerado está totalmente relacionado à demissão em massa na empresa: boa parte dos funcionários demitidos eram da área de TI.
iFood ainda passa por instabilidades após a demissão em massa?
O problema foi resolvido aproximadamente uma hora após os usuários reclamarem. No entanto, mesmo depois da empresa solucionar a dificuldade, alguns usuários brasileiros puderam observar de perto a crise no iFood.
Em uma rápida busca na plataforma Down Detector, que fornece aos usuários dados em tempo real sobre o status de diversos sites e serviços, é possível observar que as instabilidades parecem ter ficado na semana passada. Todavia, não se sabe o que pode ocorrer nos próximos dias.
Qual é a situação que a empresa enfrenta?
Durante a pandemia de Covid-19, grandes empresas do e-commerce e do mercado de tecnologia registraram um aumento que deixou muitos especialistas surpresos. Entretanto, com a reabertura dos espaços físicos, o cenário mudou.
O iFood, por exemplo, pode observar uma redução em suas vendas porque as pessoas passaram a comprar comida, itens de supermercado e farmácia, entre outros, em outros espaços. Inclusive, no ano passado, a plataforma realizou demissão em massa.
Vale lembrar que há exatos um ano o Uber Eats parou de funcionar no Brasil. Na ocasião, a plataforma culpou o iFood, afirmando que a empresa estava mantendo contratos exclusivos com restaurantes para evitar que os estabelecimentos se vinculassem a outras companhias.
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O Uber Eats não foi o único a reclamar, mas também plataformas como Rappi e 99Food. Recentemente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entrou em acordo com o iFood com regras para esses contratos exclusivos. Veja abaixo o que foi estabelecido.
- Manutenção do volume de vendas vinculado a parcerias exclusivas em 25%;
- Menos de 8% dos parceiros exclusivos em cidades com mais de 500 mil moradores;
- Bloqueio da realização de contratos exclusivos com as maiores redes de restaurantes e o iFood deve destituir os termos até 30 de setembro deste ano.
Imagem: chayanuphol / shutterstock.com
