Mais uma empresa decidiu desligar diversos funcionários. Contudo, desta vez, trata-se de um banco conhecido entre os brasileiros, e o motivo para a demissão em massa não está relacionado a uma tentativa de diminuir custos ou algo do tipo.
Acontece que o Itaú Unibanco dispensou 80 empregados que teriam utilizado o plano de saúde de maneira indevida. De acordo com a instituição financeira, foi observada má conduta por parte dos funcionários na solicitação de reembolso de procedimentos e consultas.
Caso está sendo acompanhado por sindicato
O Sindicato dos Bancários de São Paulo disse que vai analisar a situação de cada trabalhador após o Itaú realizar a demissão em massa. Além disso, a entidade também abriu um canal jurídico relacionado ao caso de má conduta dos funcionários do banco.
Segundo o sindicato, a instituição financeira demitiu os funcionários envolvidos, assim como alertou outros funcionários. Em suma, foi enviado um e-mail interno com dicas de como evitar golpes e fraudes relacionados ao uso do plano de saúde. Em síntese, o Itaú:
- recomendou que os empregados não compartilhassem informações de login dos canais de atendimento do plano médico;
- e alertou sobre modificações do verdadeiro propósito dos pedidos, principalmente dos estéticos, que não são cobertos pelo benefício.
Demissão por justa causa: saiba quais direitos os empregados perdem
A situação que levou o Itaú a demitir 80 funcionários por conta da fraude pode ser observada como um exemplo claro de demissão por justa causa. Nesse tipo de dispensa, o empregado é desligado da empresa após violação grave de regras e acordos trabalhistas.
Dessa forma, ao ser demitido com justa causa, seja de banco ou de qualquer outra empresa privada ou pública, o trabalhador perde diversos benefícios. Entre os direitos que ele deixa de ter estão o seguro-desemprego, saque do FGTS, 13° salário, pagamento de férias e outros.
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